Gaúcho diz que vitória sobre Palmeiras afasta sofrimento do Vasco 

Interino por apenas uma partida, mas veterano nessa função, o técnico Gaúcho continua acreditando que o Vasco é um dos candidatos ao título do Brasileiro. Essa foi a terceira vez que ele assumiu interinamente o time e disse que era o jogo de um momento fundamental para virar as coisas dentro do clube.

"Essa era a vitória que eu mais queria, porque o Cristóvão estava sofrendo muito, eu estava sofrendo muito e essa era uma vitória importante para o grupo. E acho que o Marcelo pega um time num momento melhor", disse o técnico.

Gaúcho disse que conversou com Marcelo Oliveira na hora do almoço e que o técnico preferiu não interferir no trabalho feito após a saída de Cristóvão. Marcelo viu coisas que gostou, outras que nem tanto e passou no vestiário após a partida para cumprimentar os jogadores pela vitória, e agora, para o técnico interino, é fundamental tentar passar para o novo técnico tudo o que for possível no menor tempo.

"Tem que ter muita amizade e parceria para passar as coisas com lealdade e firmeza. Joguei com o Marcelo durante três anos no Botafogo e temos uma boa amizade", disse Gaúcho, que pela primeira vez na carreira assumiu o cargo de auxiliar técnico. Primeiro de Ricardo Gomes ao lado de Cristóvão e depois auxiliar do próprio Cristóvão.

Quase sempre trabalhando com divisões de base, Gaúcho elogiou a evolução do jovem John Clay, que pela segunda vez foi titular do time. "Fui jogador aqui, técnico aqui, revelei vários jogadores aqui como Jardel e Valdir, Dedé e lancei vários deles. A cobrança é forte, mas sempre que banquei um jogador eles viraram jogadores mundialmente conhecidos. Conheço como se faz isso", disse o treinador apostando no futuro do jogador.

E se aposta no futuro de John Clay, Gaúcho começa a pensar também no seu. Ele disse ter recebido três propostas no meio do ano, mas que pelos compromissos assumidos com o clube preferiu adiá-los. "Mas tenho que conversar com o Roberto porque minha carreira está parada. Não estou dizendo que minha missão acabou com o Vasco, mas tenho que tomar uma decisão", afirmou.

Ele disse ainda que isso é um fato normal para quem vive do futebol. "Não fico triste com a saída do Cristóvão, porque da mesma forma que ele saiu, eu já saí também. O importante é manter o Vasco sempre no topo, como foi nos últimos dois anos", disse.