Bandeira paralímpica também é tocada sem luvas na chegada ao Rio 

Se até a presidente Dilma Rousseff já colocou a mão na bandeira olímpica, quebrando o protocolo do Comitê Olímpico Internacional (COI) de que o tecido em seda asiática confeccionado por artesãos coreanos para os Jogos de Seul, em 1988, só pode ser tocado com luvas, a chegada do símbolo paralímpico ao Rio de Janeiro não seria diferente.

Das quatro autoridades que chegaram de Londres, diretamente da cerimônia de encerramento dos Jogos Paralímpicos, que encerram o ciclo olímpico londrino, além da tenista paralímpica brasileira Natália Mayara, apenas o prefeito Eduardo Paes colocou as luvas oferecidas pela Guarda de Honra da Bandeira Olímpica.

O governador Sérgio Cabral, o presidente do Comitê Organizador Olímpico e Paralímpico, Carlos Arthur Nuzman, e o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons, junto da própria Natália. Todos tocaram com as mãos desprotegidas na bandeira.

Quando assinou o termo de acordos para ser o anfitrião das flâmulas olímpica e paralímpica, o Rio de Janeiro se comprometeu ainda a guardá-la em caixa apropriada e não a exibir sem cerimonial específico. Fotógrafos, no entanto, já registraram moradores do complexo do Alemão, na zona norte, tocando o estandarte.