Envolvimento de Ecclestone em suborno pode tirar Mercedes da F1 

A equipe Mercedes pode deixar a Fórmula 1. A debandada dos alemães aconteceria caso fique comprovado o envolvimento de Bernie Ecclestone no suposto caso de suborno do banqueiro alemão Gerhard Gribkowsky, que teria recebido R$ 50 milhões para ocultar informações sobre os negócios de Ecclestone.

Segundo o jornal alemão Hadelsblatt, esse escândalo pode não ser tolerado pela montadora, que diz em seu estatuto não compactuar com as atitudes imorais das quais Ecclestone estão sendo acusados.

"A Mercedes não tolera atos imorais ou corruptos dos seus funcionários ou dos seus parceiros de negócios", diz a montadora em seu estatuto.

No começo de 2011, o alemão acusou Ecclestone de tentar comprar o silêncio dele, como forma de evitar problemas com as autoridades fiscais do Reino Unido.

Preso no começo ano passado início do mês por suspeita de corrupção, fraude fiscal, o banqueiro, que está sendo julgado nesta semana, intermediou a negociação da venda dos direitos de transmissão da F1 para a atual detentora, a CVC.

Em novembro de 2011, Ecclestone admitiu ter pagado mais 27 milhões de dólares a Gribkowsky para que ele não se pronunciasse a respeito dos negócios de Ecclestone. O britânico disse que deu dinheiro porque o magnata alemão vinha ameaçando plantar falsas acusações contra ele, que poderiam causar um prejuízo muito maior ao chefe da F1.