Djokovic sofre, mas vence Berdych e espera Nadal na final

O sérvio Novak Djokovic tomou um susto, mas conseguiu confirmar o favoritismo e chegar à final do Masters 1000 de Monte Carlo. Na manhã deste sábado, o número um do mundo foi dominado por Tomas Berdych no primeiro set e chegou a correr riscos também no início do segundo, porém reagiu até bater o checo, sétimo colocado do ranking mundial, por 2 a 1: parciais de 4/6, 6/3 e 6/2.

Vice-campeão em Monte Carlo em 2009, Djokovic retorna à final do torneio pela primeira vez desde então. Neste domingo, ele pode tentar uma revanche contra Rafael Nadal, que o superou no saibro de Mônaco naquela oportunidade por 2 sets a 1: 6/3, 2/6 e 6/1.

Na temporada passada, o sérvio preferiu não atuar no Principado, onde Nadal venceu todos os títulos em disputa desde 2005. O espanhol reencontrará o grande rival na decisão desde que supere o francês Gilles Simon ainda neste sábado.

Contra Berdych, Djokovic esteve em grandes dificuldades até o início do segundo set. O checo chegou a ficar em desvantagem de 2/4 na primeira parcial, mas ganhou quatro games seguidos e ficou muito perto de vencer o quinto, porém o sérvio aproveitou um erro não forçado de backhand para se livrar de um break point na abertura do segundo set.

Djokovic mostrou uma grande expressão de alívio, abrindo os braços, ao confirmar esse serviço e rumou para mudar a história do jogo. No game seguinte, ele encaixou um belo lob defensivo no 30-40 e concretizou a quebra de saque subindo à rede. Ele soltou um grito para comemorar e ainda salvou um 15-40 na sequência, fazendo um ace no segundo break point.

Essas foram praticamente as últimas oportunidades de Berdych, que ainda manteve o segundo set relativamente equilibrado, porém foi arrasado no terceiro set, no qual o tenista de Belgrado logo abriu 4/0.

No último game, Djokovic ainda cedeu um novo break point, mas conseguiu fechar a partida por 6/2 e ficar mais próximo de conquistar um troféu inédito.

Caso triunfe, o atleta poderá dedicar o troféu a seu avô, que morreu na última quinta-feira. Nesse dia, ele chegou a chorar em quadra depois de superar o ucraniano Alexandr Dolgopolov, pelas oitavas de final do Masters 1000. Na sexta-feira, o melhor do mundo afirmou que jogaria durante toda a semana pela memória de seu avô.