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Grupo critica submissão do MST ao governo e deixa movimento

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Um grupo de apoiadores do Movimento dos Sem-Terra (MST) e outras organizações com plataforma semelhante (Movimento Consulta Popular, Via Campesina, Movimento dos Trabalhadores Desempregados e Movimento dos Pequenos Agricultores) divulgou uma carta aberta para anunciar o desligamento por não concordar com os rumos políticos dos movimentos. Cinquenta e um militantes assinaram a carta, na qual fazem críticas à burocratização do MST, que teria se tornado submisso às políticas do governo federal.

Na documento, apoiadores criticam o desenvolvimento econômico dos últimos anos, que teria resultado em "migalhas para os trabalhadores e lucros gigantescos para o capital". O grupo também aponta descontentamentos com o PT. "Com a expansão e o fortalecimento do agronegócio, evidenciaram-se os vínculos dos governos do PT com os setores estratégicos da classe dominante", diz o documento.

"Vem se conformando uma ampla aliança política, consolidando um consenso que envolve as principais centrais sindicais e partidos políticos, MST, Movimento dos Trabalhadores Desempregados, Via Campesina, Consulta Popular, em torno de um projeto de desenvolvimento para o Brasil, subordinado às linhas políticas do governo", critica o grupo.

Segundo os signatários, criou-se uma "esquerda pró-capital", com um grau de comprometimento entre o Estado e o capital que "nos levam a concluir que esse processo não tem volta". De acordo com o documento, o grupo se propõe a "construir a luta contra o capital, seu Estado, o patriarcado, por uma sociedade sem classes".