Com 15 medalhas no segundo dia, atletismo do Brasil passa EUA no Parapan

O Brasil conseguiu um resultado espetacular no segundo dia de disputa do atletismo nos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara, pois todos os brasileiros que chegaram às finais, subiram ao pódio. Foram 15 medalhas, sendo sete de ouro, seis de prata e duas de bronze, que deram ao país a liderança na modalidade.

Entre as conquistas da última terça-feira, destaque para as mulheres cegas mais rápidas do continente. Terezinha Guilhermina, Jerusa Santos e Jhulia Karol formaram o pódio verde-amarelo dos 100 m T11 (perda total de visão). Por causa de uma inovação definida no Mundial de Atletismo da Nova Zelândia, os atletas-guia também receberam medalha, pela primeira vez em Guadalajara.

"Eu sempre fui a favor. Para mim, o Guilherme (Santana) é parte fundamental das minhas conquistas e também merece a medalha", aprovou Terezinha.

Nos 100 m T11 (prova para atletas com deficiência visual), o brasileiro Lucas Prado confirmou o seu favoritismo, levou a medalha de ouro e também bateu o recorde no torneio. Outro brasileiro ficou com a medalha de prata, Daniel Silva.

O acreano Thierb Siqueira, de 21 anos, se consagrou o melhor das Américas nos 400 m T12 (baixa visão) e comemorou o resultado: "é um momento de muita emoção para mim". "Eu venci um tumor no cérebro no começo do ano, não pude competir o Mundial da Nova Zelândia e vim com tudo para o Parapan. Esse ouro representa muito para mim, e quero mais", contou o atleta.

Com o resultado, o Brasil se iguala aos os Estados Unidos em número de ouros na modalidade, cada um tem nove medalhas douradas, no entanto, o País tem e quatro pratas a mais (10 contra seis). Nesta quarta-feira, a equipe brasileira volta ao estádio de atletismo para disputar 21 provas, sendo sete finais.