Bicampeão da Stock Car rebate comentário de Dunga

Portal Terra

DA REDAÇÃO - O técnico da Seleção Brasileira, Dunga, disse em entrevista coletiva após a convocação dos 23 jogadores para a Copa do Mundo, que existem muitas coisas encomendadas, ao se referir do clamor nacional para que chamasse os jovens Paulo Henrique Ganso e Neymar, ambos do Santos. Para isso, o treinador citou o carro do piloto Giuliano Lossaco, da Stock Car. Há duas semanas, o piloto estampou nas laterais, na frente e na traseira de seu carro a frase: "Dunga, chama o Neymar!".

"O que eu tenho visto é que não tem esse clamor todo (pelos Meninos da Vila). Tem uma parte só. Mas também, se passar a imagem o tempo todo do pênalti que eu bati em 94 vão querer que eu jogue. Eu fico feliz com esse lobby. Me diz, tudo bem que o mundo é globalizado, mas a Polônia, a Ucrânia tem esse clamor todo? Então, torcedor, os caras são bons, vão ter um futuro na Seleção brilhante. Mas não vamos enganar ninguém. Tem muita coisa encomendada, em jogo. Você acha que vai ter uma corrida, a lateral do carro é a parte mais cara, que aparece mais na televisão, aí o cara diz 'põe, Dunga', de graça. É isso que dizem, que sou rancoroso. Mas infelizmente eu falo o que as pessoas querem ouvir", disse o treinador.

O bicampeão da Stock Car (2004 e 2005), no entanto, disse que procurou apenas expressar o seu sentimento de torcedor.

"Quero o melhor para a Seleção. E o melhor, para mim, era a presença de Neymar no grupo que vai à África do Sul. Sou palmeirense, minha família toda é, mas não dá para fechar os olhos para o futebol exuberante que o Neymar vem apresentando", afirmou Lossaco.

Mesmo vendo frustrado o seu desejo, Losacco disse que vai continuar torcendo pelo sucesso de Dunga e de seus escolhidos. Além disso, deixou claro que está torcendo para que a Seleção Brasileira conquiste seu sexto título Mundial.

"Agora zerou. Acho que as preferências pessoais devem ficar para trás. Daqui para frente, acho que todos os torcedores devem se unir na corrente pela Seleção Brasileira, independentemente de quem entrar em campo ou sentar no banco. Afinal, no fundo, todos queremos a mesma coisa: ver o Brasil conquistar o hexacampeonato", disse.