Portal Terra
SÃO PAULO - A partida era válida pela quarta rodada da fase de grupos da Copa Libertadores, mas para os colorados, na prática, foi tratado como final de Copa do Mundo. O duelo diante dos uruguaios do Cerro, marcado por vitória de 2 a 0, deu sobrevida a Jorge Fossati, recuperação para Walter e a liderança do grupo para o Internacional. Com a bola rolando, foi um massacre tático e técnico dos gaúchos.
Diante da até então melhor defesa da Libertadores, o Internacional apostou na troca de bola para encontrar espaços. Segundo dados do Footstats, o time de Fossati teve 59% de posse contra 41% dos uruguaios: foram 366 passes do Inter contra 265 do Cerro.
Em finalizações, o massacre do Inter se acentua, com 20 arremates contra seis dos uruguaios. O time de Fossati também usou e abusou dos cruzamentos, com 38 bolas alçadas contra 12 do Cerro. Para conter os gaúchos, muitos chutões para a frente: foram 55, sendo 23 apenas do goleiro Franscarelli.
Individualmente, se destacaram os laterais Nei e Kléber, jogadores em quem o Inter conservou a posse de bola por maior tempo. Só Kléber tentou oito cruzamentos e 12 lançamentos. Guiñazu assumiu o papel de cão de guarda, com quatro desarmes e seis faltas cometidas.
Grande personagem em campo, Walter foi discreto, finalizando apenas três vezes contra oito de Alecsandro. O garoto atacante ainda arriscou jogadas diferentes e, por isso, foi o líder em bolas perdidas no time do Inter: 10 no total.