Portal Terra
SÃO PAULO - Se nos dias de hoje a bebida é um tabu durante a disputa da Copa do Mundo, no passado já foi diferente. O lateral Djalma Santos contou ao livro As melhores seleções brasileiras de todos os tempos, do narrador Milton Leite, uma história envolvendo ele e o companheiro Vavá durante o Mundial de 62.
"Num dia de folga, eu e o Vavá saímos pela cidade e resolvemos tomar uma taça de vinho. Sabe como é, vinho chileno é bom e lá é baratinho. Nós estávamos lá e os jornalistas passando, olhando. Foram falar com o Carlos Nascimento, supervisor, que tinham visto a gente e tudo mais", contou Djalma Santos. Entretanto, o bom relacionamento entre jogadores e comissão técnica foi importante para evitar uma crise.
"Mas como eles tinham confiança nos jogadores, o Aymoré me chamou e perguntou se eu tinha bebido, eu disse que sim, uma taça. Ele assumiu e disse para os repórteres que não tinha problema nenhum, que todo mundo ali era responsável. Provavelmente se não houvesse essa confiança nós teríamos sido punidos ou teria saído uma manchete 'Djalma bêbado' ou algo assim", disse Djalma Santos, presente nas Copas de 54, 58 e 62.
A manutenção de 14 jogadores que haviam conquistado o título mundial de 1958 para a Copa de 1962 é até hoje um recorde na história da Seleção Brasileira, que nunca repetiu tantos convocados de um Mundial ao outro. Além disso, toda a base da comissão técnica permaneceu intacta, exceção feita à troca do treinador Vicente Feola, com a saúde fragilizada, por Aymoré Moreira.
Em livro publicado pela Editora Contexto, Milton Leite conta histórias como essa sobre as seis principais Seleções Brasileiras de todos os tempos, em eleição baseada nos critérios do autor. Fazem parte da lista todas as campeãs do mundo (1958, 62, 70, 94 e 2002), além do marcante time da Copa de 1982.