Em 2010, 3-5-2 vira relíquia entre os grandes brasileiros

Dassler Marques, Portal Terra

SÃO PAULO - Depois das férias e de uma rápida pré-temporada, os clubes da elite do futebol nacional voltaram a atuar no domingo e desprezaram um esquema tático cada vez menos utilizado, o 3-5-2. Entre as 10 principais equipes do Brasil, já que Cruzeiro e Atlético-MG ainda não estrearam, o Fluminense de Cuca foi o único a alinhar sua defesa com três homens.

Durante a última semana, o treinador do Flu havia admitido a dúvida entre dois esquemas, mas optou pelo trio formado por Leandro Euzébio, Gum e Dalton. Cuca, hoje, é um dos poucos técnicos entre os grandes brasileiros a optar por uma linha a três.

Até mesmo Muricy Ramalho, um tradicional utilizador do 3-5-2, parece abdicar do sistema neste novo ano com o Palmeiras. O treinador usou dois zagueiros, dois laterais, dois volantes e Cleiton Xavier e William abertos pelas beiradas do meio-campo.

"Para jogar com três zagueiros, não adianta ter só os zagueiros. O time inteiro precisa ficar nessa direção. É preciso ter alas, e o Armero e o Figueroa não são. São laterais. Por isso, o melhor sistema para nós é o 4-4-2", afirmou na entrevista coletiva após a vitória sobre o Mogi Mirim.

O São Paulo, no primeiro jogo do ano e agora com Ricardo Gomes, é outro a tentar se livrar do 3-5-2, tendo fixado apenas André Dias e Miranda como zagueiros e uma linha de ataque com Dagoberto, Washington e Marcelinho Paraíba. A derrota para a Portuguesa, segundo o treinador, não vai mudar os planos iniciais de um novo sistema.

Flamengo, Vasco, Botafogo, Corinthians, Santos, Grêmio e Internacional também usaram uma linha de quatro defensiva, com variações diversas do meio para a frente.

Atualmente em toda a Europa, a única liga de ponta que ainda observa equipes jogando com três zagueiros é a italiana. Na Copa São Paulo de Futebol Júnior, o sistema de 3-5-2 praticamente inexiste entre os finalistas e é considerado nocivo para a formação de jovens jogadores.