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Vasco: Mancini revela tendência ofensiva e ressalta falta de reforços

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Rafael Gonzalez, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - Vagner Mancini e Vasco uniram-se oficialmente na terça-feira para a temporada 2010. Mas homem e instituição já tinham se esbarrado antes. Foi em São Januário que o técnico conquistou o maior título de sua carreira dirigindo o Paulista de Jundiaí, em 2005, na final da Copa do Brasil contra o Fluminense. Em 2008, na última rodada do Campeonato Brasileiro da Série A, o técnico mais uma vez esteve no estádio em momento triste para o clube carioca, que foi derrotado no Campeonato Brasileiro pelo Vitória, de Mancini, e acabou rebaixado para a Série B.

Na chegada à Colina neste fim de 2009, o treinador revelou sua tendência ofensiva para armar a equipe e expressou a alegria de trabalhar pela primeira vez num clube carioca. Para ele, o futebol do Rio tem a sua cara, por ser naturalmente mais voltado para o ataque. Tudo isso, no entanto, fez o técnico atentar prontamente para um fato preocupante: serão preciso reforços ofensivos ao Gigante da Colina.

- O Rio combina mais comigo que o futebol gaúcho. Aqui o estilo é mais ofensivo por natureza. Fico muito feliz de chegar ao Vasco agora que o futebol carioca vive ótimo momento, um dos melhores dos últimos tempos. O ataque do Vasco é mesmo a posição que mais me preocupa, por ser o setor que oferece mais dificuldades na procura de jogadores no mercado. Precisamos contar com mais peças e, qualquer coisa, terei de pedir ao presidente Dinamite para fazer um preparo físico e uma dieta saudável para reforçar o time - brinca o novo comandante, arrancando risos dos presentes à apresentação. Para não se complicar com o patrão, emendou: - Não quis dizer que ele está acima do peso. Não tive essa intenção.

Apesar de confessar suas tendências ofensivas, Mancini fez questão de explicar que o futebol moderno exige equilíbrio.

- Há um tempo, as equipes eram desmembradas. Cinco homens defendiam e os outros não tinham pressa na volta do ataque. Hoje, é preciso atacar em bloco e defender com 11. Aquele atacante que só pensava em fazer gols, hoje precisa se preocupar com a marcação. Agora, minha preferência por um estilo mais ofensivo se explica talvez por eu ter sido atacante. Se eu tivesse sido zagueiro, teria outra visão - explica o treinador.

Diante da saída recente de Dorival Júnior, Mancini ressaltou que tem um estilo parecido ao do ex-técnico no quesito comportamento. Mas lembrou que a maneira de ver futebol é diferente.

Dorival é um grande amigo. Temos semelhanças. Somos calmos, temos fala mansa, ou seja, uma essência parecida. Mas dentro de campo, armando sistemas de jogo, vejo muitas diferenças - conta.

Ao tentar definir o estilo Mancini de comandar, o técnico falou de suas exigências perante os atletas.

- Acho que hoje o equilíbrio é importante. O jogo de futebol é muito dinâmico. Dou liberdade aos jogadores para se expor, mas exijo e cobro o tempo todo, sempre num tom amigável. Lealdade, respeito e disciplina são essenciais para uma equipe forte - explica. - Cada time tem uma potencialidade diferente. A história do Vasco é incrível e um trabalho aqui chama a atenção de todos no futebol.

Junto com Vagner Mancini, foram anunciados pela diretoria do Vasco o auxiliar técnico Anderson Silva e o preparador físico Flávio de Oliveira, que já trabalhou com Mancini no Grêmio. Este último foi contratado para a comissão técnica permanente do clube.

Ramon, Titi e Adriano fora

Três perdas no elenco também foram anunciadas na terça-feira em São Januário. Os jogadores que estavam no clube por empréstimo perante o Internacional Ramon, Titi e Adriano, voltarão ao clube gaúcho.

- É uma pena não podermos contar com esses atletas. Mas sabemos que o Rodrigo (Caetano, executivo do clube) está fazendo o máximo - comentou Mancini.

O lateral Ernani renovou com o clube por mais um ano.