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Argentinos choram seleção deprimida e sem rumo

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Portal Terra

BUENOS AIRES - O dia seguinte à derrota por 1 a 0 para o Paraguai, a quarta nos cinco últimos jogos argentinos nas Eliminatórias, começou com manchetes e textos de crítica à seleção comandada pelo técnico Maradona. Palavras como "deprimente", "sem rumo", "descompromissada" dão uma noção da decepção argentina com a possibilidade de ficar fora da Copa do Mundo de 2010.

O diário esportivo Olé estampa em sua capa uma foto de Maradona com a cara fechada e a seguinte manchete: "Não vamos a nenhum lado". "A seleção cai e está perdida. Cruza bolas para Aguero, e não a Palermo. Messi nada. Verón expulso. Paraguai bailou no primeiro tempo, ganhou com um golaço e nos deixou na repescagem", complementa o jornal.

Na reportagem sobre a partida, mais críticas. "Indefensável. Triste, sem compromisso nem estratégia, deprimida, a seleção caiu e se complicou mais. Culpado? Todos". Messi, no entanto, recebeu atenção especial. "Não há imagem melhor do que a cara de Messi, seu olhar ausente, seu descompromisso absoluto, para simbolizar esta noite".

Para o jornal, a derrota foi ainda mais humilhante do que a sofrida para o Brasil no último sábado, em Rosário. "O Paraguai de Martino, solidário e sem estrelismo, os goleou. Humilhou. Pior que o Brasil, simplesmente porque o Brasil é Brasil".

O Olé ainda sugere que o ciclo de Maradona na seleção deve chegar ao fim. "Diante de uma situação parecida, quando viu sinais de que algo havia quebrado, Basile foi embora: não suportou a falta de compromisso. O que deve fazer Diego? Só ele sabe".

A capa do jornal Clarín deixa uma visão parecida sobre a derrota argentina. "A seleção, sem rumo e mais longe do Mundial. Perdeu por 1 a 0 para o Paraguai, em outra atuação decepcionante. Pela primeira vez na Eliminatória não figura na zona de classificação direta. Faltam só duas rodadas, em outubro".

Até mesmo o site oficial da Fifa diz que a Argentina "continua decadente". "A derrota inevitavelmente aumenta questionamentos sobre o trabalho de técnico de Maradona, um jogador ícone que levou a Argentina ao título da Copa do Mundo de 1986 e à final de 1990".