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Glorioso, revezamento brasileiro perde força com escândalo

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Rafael Gomes, Portal Terra

BERLIM - Vice mundial e medalhista olímpico, o revezamento 4x100 m masculino do Brasil respira novos ares. Diferentes, aliás, dos que consagraram nomes como Claudinei Quirino, André Domingos, Edson Luciano e Vicente Lenílson, dentre outros. Agora, em meio ao escândalo de doping que afastou cinco atletas brasileiros do Mundial de Atletismo de Berlim - dois deles eram da equipe -, o revezamento verde e amarelo chega à Alemanha como uma incógnita.

Responsável por comandar o revezamento 4x100 m masculino há cerca de 20 anos, o técnico Jayme Netto assumiu sua parcela de culpa no caso de doping envolvendo os atletas Bruno Lins Tenório de Barros, Jorge Célio da Rocha Sena, Josiane da Silva Tito, Luciana França e Lucimara Silvestre - os dois primeiros eram da equipe do revezamento. Os exames dos cinco apontaram a existência da substância EPO em seus respectivos organismos.

- Fui a cinco Mundiais e a 10 Olimpíadas. Estou muito decepcionado comigo mesmo - afirmou Jayme Netto, que decidiu abandonar a carreira por causa do ocorrido. - Não tenho condições de enfrentar esse esporte. Não consigo mais encarar as pessoas - comentou o treinador, em entrevista coletiva realizada em Bragança Paulista.

Quem assumiu a missão de treinar o revezamento 4x100 m masculino do Brasil foi Katsuhico Nakaya, duas vezes finalista olímpico (Moscou 1980 e Los Angeles 1984). E o novo treinador já deu pistas de como será a participação brasileira na prova. - Em princípio, o Vicente Lenílson abre a prova para o Brasil. O Sandro Viana deve ser o segundo homem, o Basílio de Moraes o terceiro e o Codó (José Carlos Moreira) fecha - explicou, em entrevista ao site da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).