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SÃO PAULO - Um piloto francês poderá se tornar o mais novo inimigo dos fãs do automobilismo brasileiro nos próximos dias. Romain Grosjean, 23 anos, é cotado para correr pela Renault as etapas finais da temporada 2009 da Fórmula 1 no lugar do brasileiro Nelsinho Piquet.
A escuderia francesa é chefiada por Flavio Briatore. O mesmo dirigente italiano causou a revolta dos brasileiros em 1991, quando demitiu Roberto Moreno e contratou um desconhecido alemão, chamado Michael Schumacher, para correr as etapas finais daquele ano.
De acordo com a revista alemã Auto Motor und Sport, a Renault irá trocar Nelsinho por Grosjean, piloto de nacionalidade francesa, assim como a montadora, mas que nasceu na Suíça. Após oito etapas, o brasileiro não somou nenhum ponto e apenas uma vez, desde 2008, conseguiu largar à frente do companheiro espanhol, o bicampeão Fernando Alonso.
- Minha mãe é francesa, meu pai é suíço. Tenho as duas nacionalidades desde 1992. Vivo na Suíça e cresci na Suíça, mas sempre contei com o apoio da França no automobilismo. A Renault é francesa e sou patrocinado pela França, não ganho nada da Suíça. Portanto a escolha é bem clara, por sempre ter me ajudado guiarei pela França - disse Grosjean, em entrevista à imprensa europeia.
A Suíça, curiosamente, proibiu o automobilismo até 2007, quando o parlamento do país retirou o veto que existia desde 1955, quando mais de 80 pessoas morreram em um acidente trágico nas 24 Horas de Le Mans.
Campeão da GP2 Ásia em 2008 e quarto na versão internacional no mesmo ano, Grosjean é um dos pilotos da nova geração mais esperados no paddock. O piloto francês lidera o campeonato desta temporada.
O piloto, 23 anos, iniciou a carreira no kart em 2000 e também acumula títulos na F-Renault Francesa (2005) e F-3 Europeia (2007).
No entanto, a maior curiosidade relacionada ao piloto está fora das pistas. Nos dias da semana, quando não tem compromisso com automobilismo, Grosjean presta expediente no Banque Baring Brothers, em Genebra.
- Trabalho no banco de Genebra. É algo que me interessa mais e mais, especialmente com o momento que estou vivendo. Sou um gerente-assistente de contas. É algo diferente, mas é algo que me adapto muito bem - disse.