Fabiana Leal, Portal Terra
PORTO ALEGRE, RS - O vendedor Luís Antônio Correia da Silva disse que as filas misturadas à euforia e o nervosismo dos torcedores do Internacional atrapalharam a venda de rádios para acompanhar o jogo no Beira-Rio. Silva vende produtos desde 1992, quando o Inter venceu sua única Copa do Brasil.
- Desde 1994, com o início do Plano Real, eu nunca subi o preço. A grande coisa é vencer a R$ 10. Se disser que é R$ 12, a pessoa não compra - explicou.
Três filhos e a mulher ajudam Silva a vender os rádios, se espalhando ao redor do estádio. Na final da Copa do Brasil, ele esperava vender 80 unidades, mas com o ritmo da venda até 21h, já havia perdido as esperanças de atingir a meta.
- Já vendi mais de 40, mas é pouco para o jogo. Se chegar a 50 estou no lucro - avaliou. Silva costuma até viajar pelo interior do estádio para vender o produto.