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Janeth teme ausência do basquete feminino nas Olimpíadas de 2012

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Thales Soares, Jornal do Brasil

RIO - O anúncio do Novo Basquete Brasil (NBB), competição comandada pela Liga Nacional de Basquete (LNB), foi considerado o ponto de partida para o ressurgimento da seleção masculina, que não disputa os Jogos Olímpicos desde 1996. Mas enquanto a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) decide aceitar a nova forma de administração do lado dos homens, as mulheres ainda penam.

Depois de subir ao pódio nos Jogos de Atlanta-1996 (prata) e Sydney-2000 (bronze), o Brasil ficou em quarto lugar em Atenas-2004. Janeth se aposentou em 2006, depois do quarto lugar no Mundial de São Paulo. Em Pequim, o 11º e penúltimo lugar foi a pior participação brasileira desde a primeira aparição em Olimpíadas, em 1992, quando ficou em sétimo entre oito competidores.

Existe o risco de o Brasil ficar fora da Olimpíada de Londres. Não queria falar isso, mas é a verdade. Poderia dizer que estou confiante, mas não é assim que eu me sinto afirmou Janeth, que lamenta o pequeno número de participantes do Campeonato Nacional (nove), com três times dominantes e com um possível pentacampeão.

É diferente o trabalho com homens e mulheres. Existem os clubes acostumados com o feminino. O que poderia ser feito é obrigar esses clubes dessa liga a criarem um trabalho de base sem distinção entre meninos e meninas e depois elas seriam repassadas.

O presidente da CBB, Gerasime Bosikis, o Grego, não relaciona o campeonato com o sucesso ou fracasso da seleção. Mas no masculino, depois dos títulos mundiais de 1959 e 1963 e da medalha de bronze em 1960 (ganhou outra em 1948), houve uma queda gradativa até chegar à ausência nos Jogos de Sydney, Atenas e Pequim.

O campeonato ajuda, mas não é por isso que a seleção não consegue se classificar. No feminino, temos uma competição que vai muito bem afirmou Grego.