Jornal do Brasil
BRASÍLIA - Além de inaugurar o moderno estádio Bezerrão, que estava com quase toda sua capacidade de 20 mil lugares completa, a esmagadora vitória brasileira de 6 a 2 sobre Portugal nesta quarta-feira serviu para que a Seleção finalmente marcasse um gol em solo verde-amarelo o que não acontecia desde a vitória de 2 a 1 sobre o Uruguai, no Morumbi, no dia 21 de novembro do ano passado. E coube ao autor dos gols daquela partida quebrar a incômoda seqüência. Luis Fabiano saiu ovacionado de campo após marcar três vezes.
Ao todo, foram três partidas em 0 a 0: contra a Argentina, Bolívia e Colômbia. No fundo, havia também um outro confronto: Kaká e Cristiano Ronaldo, que é o favorito de para tomar o prêmio de Melhor do Mundo da Fifa do brasileiro, vencedor do ano passado. E não houve dúvida de que apoiador do Milan se saiu bem melhor, ainda que não tenha sido o melhor em campo. Até porque o meia do Manchester United recebeu uma forte pancada de Elano no início do jogo e passou o primeiro tempo inteiro mancando ou fazendo firulas.
Mesmo assim, foi Portugal que abriu o placar no início. Aos quatro minutos, depois de um escanteio cobrado pela esquerda, Bruno Alves dominou a bola e bateu cruzado. No meio dos zagueiros brasileiros, de letra, Danny fez um bonito gol.
A vantagem portuguesa, no entanto, durou pouco. Aos oito, Robinho foi esperto ao roubar a bola de Pepe na intermediária e levou até a entrada da área. Então, o meia do Manchester City passou para Luís Fabiano livre. O atacante só teve o trabalho de desviar do goleiro Quim. Aos 24, veio a virada. Kaká fez bonita jogada em cima de Bruno e cruzou para Luís Fabiano. O atacante do Sevilla teve tranqüilidade para dominar e chutar de virada. A bola ainda desviou em Pepe e encobriu o goleiro.
Massacre
No segundo-tempo, as duas seleções voltaram jogando em velocidade e buscando o gol. O Brasil continuou melhor e logo aumentou o placar. Aos 10 minuto, Robinho tabelou com Elano, que passou para Luís Fabiano. O atacante rolou para Maicon, que entrou na área e, em vez de cruzar, soltou uma bomba para marcar o terceiro. E dois minutos mais tarde apenas, o mesmo Maicon foi à linha de fundo e cruzou para Robinho rolar para Luís Fabiano fazer mais um.
Aos 16, Simão Sabrosa entrou nas costas de Anderson e bateu forte para marcar o segundo gol português. Mas não deu tempo nem dos lusos pensarem em reação: Kaká lançou para Elano acertar lindo chute.
Antes de substituir Robinho aos 35 minutos, o meia Alex perguntava aos jornalistas o resultado do jogo do Inter contra o Chivas, pela Sul-americana, que terminou 4 a 0. Ele ficou chateado ao saber que o primeiro gol dos brasileiros foi marcado de pênalti, que ele cobraria se estivesse jogando. Diálogo que resume o ritmo de festa do Brasil.
Para finalizar, Adriano, que andava em baixa, marcou de cabeça: 6 a 2 e baile completo.
Adriano diz que, no Rio, só veste a camisa rubro-negra
Personagem do noticiário carioca desta quarta-feira, Adriano foi categórico ao comentar um suposto interesse do Fluminense em contar com sua participação para a temporada de 2009. Se voltar ao Rio de Janeiro, o Imperador só quer vestir a camisa do Flamengo, time que o revelou para o futebol.
É um sonho meu voltar ao Flamengo, mas no momento eu tenho de retornar para a Itália e continuar meus treinamentos. Ainda não é a hora de pensar nisso. Vamos ver o que vai acontecer no ano que vem disse o atacante.
Adriano tem tido problemas disciplinares no Inter de Milão e não é relacionado pelo técnico Mourinho há cinco partidas. Como o jogador passou o primeiro semestre no Brasil, onde defendeu o São Paulo durante a participação dos paulistas na Taça Libertadores, os rumores de que Adriano acertaria com um clube brasileiro ganharam força desde que chegou ao Rio, nesta semana.
No Flamengo, a notícia foi recebida com cautela para não criar desconforto na reta final do Brasileiro. Entretanto, a diretoria não negou que poderia negociar com Adriano em dezembro.
Não podemos fechar a porta para nenhum grande jogador brasileiro para o ano que vem, mas não vamos falar de nenhuma contratação antes do dia 7 de dezembro, quando termina o Campeonato Brasileiro esquivou-se Kléber Leite, vice-presidente de futebol do Flamengo. É claro que ficamos honrados com a declaração do Adriano, mas estamos em uma reta final de campeonato e não vamos falar de time para o ano que vem até que tenhamos conquistado nosso objetivo.