Portal Terra
SÃO PAULO - Com o bicampeonato olímpico garantido, o técnico José Roberto Guimarães preferiu não confirmar sua permanência na Seleção Brasileira feminina para os Jogos Olímpicos de Londres 2012. No retorno da delegação ao Brasil após o ouro obtido na China, o treinador faz planos para o futuro, mas descarta traçar metas para um novo ciclo olímpico.
- Já estou pensando no trabalho seguinte, mas Londres eu ainda não sei, destacou Zé Roberto, avaliando como positiva a trajetória até aqui.
- Nós fizemos um trabalho bem pensado, bem planejado. Foi no momento certo, na Olimpíada, que conseguimos resolver nossos problemas, disse.
O primeiro teste brasileiro após o ouro em Pequim será entre os dias 3 e 7 de setembro, quando acontecerá um quadrangular na cidade de Fortaleza, no ginásio Paulo Sarasate, ao lado de Cuba, República Dominicana e Argentina.
Chegar ao topo do pódio, entretanto, não é garantia de hegemonia para Zé Roberto. O novo ciclo será iniciado com a pressão constante por resultados positivos. Ciente disso, o comandante da Seleção foge de comparações com o time masculino, que sob o comando do técnico Bernardinho esteve no topo desde 2002 e agora vê a ameaça norte-americana (os EUA venceram a Liga Mundial deste ano, em pleno Maracanãzinho, e os Jogos) tentar derrubá-lo do trono.
- Os títulos da Seleção masculina são incontestáveis e torço para que possamos fazer um papel semelhante. Mas sabemos que será difícil. A equipe vai mudar (a levantadora Fofão se aposentará da equipe), o mundo do vôlei vai mudar com jogadoras importantes deixando suas seleções. Nossa base será mantida. E com ela não tenho dúvidas de que continuaremos como um dos melhores do mundo, ressaltou.
Uma das armas do treinador para se manter no topo é evitar o otimismo exacerbado.
- Para chegarmos na Seleção masculina falta muito. Precisamos de tranqüilidade, boa cabeça e respeito para podermos continuar na frente. Não podemos entrar no oba-oba. As adversárias merecem respeito. Precisamos, sim, valorizar Ele, porém, não tem dúvidas de que o Brasil seguirá entre os melhores.
- Apesar de trocarmos de levantadora (Fofão está se despedindo da Seleção), o coração do time, temos ainda uma boa base e isso pode ser benéfico para o futuro. Não tenho dúvidas que vamos ser uma força. Se tivermos tranquilidade, boa cabeça, respeito podemos continuar na frente. Mas, para chegarmos na Seleção masculina do Brasil ainda falta muito, avaliou.
Ele, porém, não tem dúvidas de que o Brasil seguirá entre os melhores.
- Apesar de trocarmos de levantadora (Fofão está se despedindo da Seleção), o coração do time, temos ainda uma boa base e isso pode ser benéfico para o futuro. Não tenho dúvidas que vamos ser uma força. Se tivermos tranquilidade, boa cabeça, respeito podemos continuar na frente. Mas, para chegarmos na Seleção masculina do Brasil ainda falta muito, avaliou.