Sem asteriscos: o título que uniu Nova York

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Por PEDRO RODRIGUES

A estátua da Liberdade levanta o troféu da NBA levado pelo Knicks

Nova York é o centro do mundo. Uma cidade que recebe imigrantes de todas as partes do planeta, abriga alguns dos maiores veículos de comunicação do mundo e possui alguns dos metros quadrados mais caros do mercado imobiliário global. Para alegria de sua apaixonada torcida, a cidade voltou a ser, após 53 anos, a capital do basquete. O New York Knicks venceu, nesse sábado (13), o Jogo 5 da série contra o San Antonio Spurs por 94 a 90, fechando as Finais da NBA de 2025/26 em 4 a 1.

Novamente, foi de virada.

Depois de sofrer uma das derrotas mais dolorosas da história recente da NBA no Jogo 4 (relembre aqui), os Spurs entraram em quadra cercados por dúvidas. Como Victor Wembanyama e De'Aaron Fox reagiriam ao colapso da partida anterior? Como era de se imaginar, a atuação da dupla — e do San Antonio como um todo — foi marcada pelo nervosismo.

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O título também redimiu, ao menos por enquanto, o proprietário da franquia, James Dolan. O bilionário passou décadas em conflito com torcedores, jornalistas e até ídolos da equipe, como Charles Oakley, além de ser frequentemente acusado de interferir em decisões esportivas.

Seu discurso na cerimônia de entrega do troféu começou sob vaias. Terminou sob aplausos.
Talvez esse seja o maior triunfo deste título do New York Knicks.

Em uma era marcada pela polarização, pela necessidade constante de escolher lados e pelo questionamento cada vez mais intenso sobre a concentração de riqueza nas mãos de poucos bilionários, existe algo que une praticamente todos os nova-iorquinos: o amor pelo Knicks.

Esqueçam, por um instante, as polêmicas declarações de Timothée Chalamet. Ele é apenas mais um torcedor. O presidente dos Estados Unidos e o prefeito de Nova York têm pouquíssimas coisas em comum. Uma delas é o Knicks.

Por isso, este é um título sem asteriscos. Conquistado dentro de quadra pelo melhor time das Finais e celebrado fora dela por uma cidade inteira que, depois de mais de meio século de espera, voltou a ocupar o trono do basquete.