NAS QUADRAS
Cinco finais. Cinco títulos. Cinco anos de hegemonia
Por PEDRO RODRIGUES
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Publicado em 08/06/2026 às 10:48
Alterado em 08/06/2026 às 10:48
O capitão do Sesi-Franca Lucas Dias levanta pela quinta vez o troféu do NBB Foto: Marcos Limonti/Relance/SFB
O Sesi-Franca venceu, pela quinta vez consecutiva, o NBB na noite desse domingo (7), após derrotar o Pinheiros por 85 a 76 no Jogo 4 das finais, e fechar a série em 3 a 1. Georginho de Paula foi eleito o MVP das finais.
A imagem que abre esta matéria parece repetida, mas não é. Enquanto o Sesi-Franca contar com Lucas Dias, Georginho, David Jackson e a batuta do técnico Helinho Garcia seguirá sendo o time a ser batido no basquete nacional.

David Jackson foi gigante novamente em um título do Sesi-Franca Foto: Marcos Limonti/Relance/SFB
Nesta série final não foi diferente. Se em 2024 a defesa foi a tônica daquela decisão contra o Flamengo e, em 2025, uma certa soberba em casa atrapalhou os francanos, em 2026 o grande diferencial desta equipe foi a superação física e mental. O time é dominante, mas Lucas Dias e Georginho são jogadores que frequentemente defendem a seleção brasileira e acumulam minutos em todas as competições disputadas pelo clube. Já David Jackson chegou às finais aos 43 anos de idade.
Entre os reforços, a maioria era formada por veteranos, como Bennett, Mineiro e Cristiano Felício. A principal injeção de sangue novo veio do exterior, especialmente com Luiz Rodrigues e Juan Laterza.
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Foi preciso cada gota de suor para superar um excelente time do Pinheiros, que demonstrou maturidade, apesar da pouca idade de jogadores como Cauã Pacheco — excelente —, Agapy Santos e Pedro Pastre.
Fica apenas a velha discussão sobre a arbitragem. O Jogo 4 estava com apenas oito segundos restantes e o placar marcava 78 a 76 para o Franca, quando Pacheco cometeu uma falta considerada antidesportiva pela arbitragem. Novamente, assim como no Jogo 3, surgiu um ruído em uma partida tão importante.
A partir dessa marcação, a situação entrou em uma espiral muito rápida, culminando na expulsão do técnico Gustavo de Conti por falta desqualificante. Com diversos lances livres a serem convertidos pelas faltas subsequentes, o Franca deslanchou e fechou o placar.
No fundo, quem terminou as finais sob maior questionamento foi a arbitragem.
O Sesi-Franca, ao vencer, manteve sua hegemonia e pode encontrar nisso o grande trunfo para manter seus principais jogadores por mais uma ou mais temporadas. O mercado está agitadíssimo nos bastidores e envolve nomes importantes do elenco francano.
Conquistar o NBB era a tábua de salvação de uma temporada que viu o time perder o Super 8 e a BCLA, além de flertar com a eliminação diante do Brasília. Se realmente perder jogadores importantes nesta pós-temporada, ao menos o grupo encerra o ciclo com a sensação de dever cumprido.
O Pinheiros também venceu. O time dos Jardins chegou a duas finais, revelou talentos para o basquete nacional, garantiu vaga na próxima edição da BCLA e mostrou mais uma vez por que Gustavo de Conti continua sendo o melhor técnico do Brasil.
Parabéns ao Sesi-Franca, seus jogadores, torcedores e comissão técnica.
A máxima do basquete nacional continua valendo nesta década: para vencer tudo, é preciso passar pelo Franca.