NAS QUADRAS
Celebrando Oscar Schmidt
Por PEDRO RODRIGUES
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Publicado em 25/04/2026 às 14:58
Alterado em 25/04/2026 às 14:58
Oscar Schmidt merece todos os aplausos que está recebendo Imagem: Pedro Rodrigues/Feita com IA
Nesta sexta (24), completou-se uma semana desde que Oscar Schmidt nos deixou. Para celebrar a vida do maior jogador que o Brasil já teve, conversei com pessoas ligadas — ou não — ao basquete para contar histórias curiosas sobre ele.
Fábio Balassiano – Bala na Cesta – fundador do blog 'Bala na Cesta'
O ano era 2017, e o telefone tocou em meio a um cenário improvável para uma bomba jornalística: férias no interior da Bahia, em uma praia distante de tudo e de todos. Do outro lado da linha, um amigo trazia um indício — e não qualquer um — de que Oscar Schmidt estava prestes a ser anunciado em uma ação ligada à NBA. Aquilo não era apenas uma pauta: era um possível furo histórico.
Entre um pedido de almoço e uma conexão ruim de celular, começou o ritual clássico do jornalismo bem feito: apurar, confirmar, duvidar. O editor pediu mais uma fonte. E ela veio do jeito mais improvável possível: o próprio Oscar.
A resposta foi enigmática, mas definitiva: “Se fosse mentira, eu te diria”.
Era o suficiente.
Minutos depois, a matéria estava no ar — manchete, destaque, repercussão imediata. O que era para ser uma campanha publicitária revelada no horário nobre virou notícia antecipada.
Esse post se tornou a maior audiência da história do blog “Bala na Cesta”, o maior blog de basquete que já existiu no Brasil.
Vivi Maurey – escritora e editora
Em meados de 2005, recebi uma missão inusitada no meu trabalho em uma locadora de vídeos: treinar Oscar Schmidt para ser atendente por um dia em um programa de TV. Enquanto eu ensinava os códigos do sistema e como cadastrar clientes, acabamos engatando um papo sobre cinema.
Quando ele me perguntou qual era o meu filme favorito, respondi sem hesitar: Gladiador. Para minha surpresa, o ídolo do basquete não só concordou, como usou nossa conversa como inspiração para a abertura do episódio. Ver aquele gigante subindo a escada da locadora, declamando o monólogo de Maximus Decimus Meridius, foi inesquecível.
Oscar foi de uma simpatia ímpar — um “adulto-criança”, doce e educado, que conquistou todo mundo em poucos minutos (antes mesmo de ser inevitavelmente reconhecido pelos clientes). Para quem não acompanha esportes, conhecê-lo como ser humano foi uma honra ainda maior.
Essa e outras histórias você encontra em áudio aqui.