NAS QUADRAS

Menos ruídos, mais estrelas

Por PEDRO RODRIGUES
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Publicado em 21/02/2026 às 13:34

Alterado em 21/02/2026 às 13:37

As estrelas da NBA foram recebidas como estrelas de Hollywood no All Star Game Imagem: Pedro Rodrigues/feita com IA

Foi uma NBA aliviada que encontramos na retomada dos jogos da temporada regular, nessa quinta-feira (19), após a parada para o All-Star Game, realizado de 13 a 15 de fevereiro no Intuit Dome, em Los Angeles. Em uma era em que o “sentimento social” das redes pesa cada vez mais, foi uma vitória relevante para o comissário Adam Silver entregar um espetáculo com grande parte de seus maiores astros atuais.

Não parecia que seria o caso. Até sábado (14), o All-Star havia produzido eventos fracos, como o campeonato de enterradas, além de imagens preocupantes da arena esvaziada. O clima era de frustração. Mas o jogo mudou.

Confira os grandes momentos do All Star Game 2026 

 

Tudo que era negativo se dissipou como mensagem temporária de WhatsApp quando Victor Wembanyama, do San Antonio Spurs, levou a sério o duelo contra os jovens talentos liderados por Anthony Edwards, do Minnesota Timberwolves, MVP do All-Star. E foi particularmente interessante ver Kawhi Leonard — 31 pontos em 10 minutos — motivado e dominante na semifinal entre Time de Estrelas (Stars) e Time Mundo (World).

Fica a expectativa para que, no próximo ano, em Phoenix, o All-Star Game abrace de vez o conceito de Time Mundo contra Time de Estrelas Americanas. Um torneio de habilidades com um americano, um estrangeiro da NBA e uma lenda poderia enriquecer o formato. Quem sabe até aplicar lógica semelhante ao campeonato de enterradas.

A NBA lembra muito a Hollywood atual nesse aspecto. São indústrias que vivem do brilho de seus protagonistas e de grandes palcos. Não adianta atrelar marcas poderosas — seja Star Wars, seja NBA — a produtos sem apelo. É a diferença entre uma produção protocolar de streaming e um filme-evento com seus astros mais reluzentes. No fim das contas, menos é mais — e mais cuidado é sempre “mais”.

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O técnico do Flamengo, Sergio Hernandez, em um pedido de tempo na vitória sobre o Sesi-Franca Foto: Julliana Nascimento / CRF

 

No NBB, o Flamengo reencontrou a vitória diante do Sesi-Franca na quinta-feira (19): 91 a 89. O rubro-negro contou com grande atuação do ala Gui Deodato, autor de 28 pontos e líder dentro e fora de quadra.

O resultado trouxe tranquilidade à Gávea após a derrota para o 14º colocado, Rio Claro, por 93 a 87, na segunda-feira (16). O técnico Sergio Hernández, mesmo com desfalques e um elenco desgastado, conseguiu superar o melhor time do país promovendo ampla rotação. Foi um esforço coletivo — e talvez um respiro diante das cobranças da torcida.

Nota: observe que este texto foi publicado antes da partida entre Flamengo e Bauru, marcada para sábado (21), às 11h.

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Outra boa notícia vem das Laranjeiras. O Fluminense estreia nessa terça-feira (24) na Liga Ouro, torneio de acesso ao NBB. Ainda que por alguns meses, todos os grandes clubes cariocas terão projetos profissionais de basquete disputando competições da Liga Nacional.

Que seja um movimento duradouro.

Acompanhe a estreia do Tricolor na Liga Ouro no canal oficial do Youtube da Liga Nacional.

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