Botafogo sofre goleada histórica na altitude de Cusco

Resultado deixa o clube em situação quase irreversível nas oitavas da Sul-Americana

Por ESPORTES JB

Montoro disputa a bola

O Botafogo viveu uma noite para esquecer na altitude de 3.360 metros de Cusco e foi atropelado pelo Cienciano por 6 a 1, nesta quinta-feira (13), no jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. A derrota deixou o clube em situação praticamente irreversível na competição.

Donos da melhor campanha da fase de grupos, os alvinegros agora precisam de uma missão quase impossível no duelo da volta, na quinta-feira que vem (20), no Estádio Nilton Santos. Para avançar às quartas de final, será necessário vencer por seis gols de diferença. Um triunfo por cinco gols leva a decisão para os pênaltis.

Primeiro tempo desastroso define o confronto

Com um time misto, o técnico Franclim Carvalho tentou controlar a posse de bola, mas a estratégia não funcionou. O Cienciano ocupou o campo ofensivo desde cedo e abriu o placar aos 17 minutos, quando Succar cabeceou entre os zagueiros após cruzamento de Hohberg.

A situação piorou pouco depois em um lance polêmico. Após cobrança de falta e revisão do VAR, o árbitro validou o gol de Bandiera, mesmo com toque de mão na jogada. A decisão manteve o segundo gol dos peruanos e aumentou ainda mais a pressão sobre o Botafogo.

Antes do intervalo, o time da casa ainda marcou mais duas vezes. Succar aproveitou a sobra para fazer o terceiro e Martinich acertou um chute forte de fora da área para fechar o primeiro tempo em 4 a 0, em uma atuação marcada por falhas defensivas e total desorganização do time brasileiro.

Reação curta, mas insuficiente na etapa final

O Botafogo voltou melhor para o segundo tempo e encontrou um alívio logo aos três minutos, quando Matheus Martins acertou uma bela cobrança de falta e diminuiu para 4 a 1. Pouco depois, Arthur Cabral quase marcou em uma finalização rasteira, mas a reação parou por aí.

Aos 16 minutos, o Cienciano voltou a castigar. Hohberg encontrou Bandiera livre para fazer o quinto gol, e o golpe final veio em contra-ataque, quando Succar completou de cabeça para decretar o 6 a 1. Nos acréscimos, Edenílson chegou a marcar, mas o lance foi anulado por impedimento.

O resultado expôs problemas táticos, defensivos e de organização no Botafogo, que agora dependerá de uma atuação quase perfeita no Rio de Janeiro para manter vivo o sonho de seguir na Sul-Americana. (com informações do FogãoNet)