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UE critica plano do presidente da Fifa para criar empresa privada para 'vender' futebol

Projeto da entidade prevê entrada de investidores e já provoca reação de europeus e da Concacaf

Por ESPORTES
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Publicado em 29/07/2026 às 13:29

Alterado em 29/07/2026 às 13:37

Presidente da Fifa, Gianni Infantino Alberto Pizzoli / AFP

A União Europeia criticou nesta quarta-feira (29) o plano da Fifa de criar uma empresa privada para gerir suas competições e operações comerciais, incluindo a Copa do Mundo, e de vender parte dessa companhia a investidores privados. A reação veio em meio a alertas sobre o avanço da comercialização do futebol e sobre possíveis impactos nas regras de concorrência do bloco.

Críticas da União Europeia

Em publicação no X, o comissário de Esportes da UE, Glenn Micallef, afirmou que a “comercialização desenfreada do futebol tornou-se corrosiva” e disse que a Copa do Mundo ainda é o maior torneio esportivo do planeta, mas que “tudo tem limite”. Para ele, o projeto ameaça elementos que ajudaram a transformar o futebol no esporte mais popular do mundo.

Micallef também declarou que o sucesso comercial precisa fortalecer o futebol, e não enfraquecê-lo, além de pedir que a Fifa recue. Segundo o representante da Comissão Europeia, a proposta levanta questões importantes do ponto de vista das leis de concorrência na União Europeia, e o órgão examinará o caso atentamente.

Reações no Reino Unido e nas federações

O novo premiê do Reino Unido, Andy Burnham, também criticou a iniciativa ao afirmar que o futebol “não pertence a investidores”, mas às pessoas que lotam os estádios. Ele ressaltou que a Copa do Mundo não é um produto, e sim a maior competição do esporte mundial, criada para o público e não para venda.

A Fifa, presidida por Gianni Infantino, quer criar a Fifa Forward Enterprise, empresa que ficaria responsável pelas operações comerciais e pelas competições organizadas pela federação. A companhia teria valor de mercado estimado em US$ 20 bilhões, e a Fifa venderia uma fatia de US$ 4,2 bilhões em ações para investidores privados.

Plano bilionário e resistência internacional

O grupo de novos acionistas seria liderado por Joshua Kushner, fundador da Thrive Capital e irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com quem Infantino mantém boa relação. Para tentar aprovar a iniciativa, a Fifa pretende ampliar os repasses às federações nacionais.

Mesmo assim, o projeto já enfrenta oposição da Uefa, que está em rota de colisão com Infantino, e também questionamentos da Concacaf, que afirmou estar “profundamente preocupada” com a falta de transparência da proposta. A disputa amplia a pressão sobre a entidade máxima do futebol em torno de governança, negócios e futuro das competições. (com informações da Ansa)

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