ESPORTES
ENTREVISTA - Marcela Rafael: Conviver com a pressão é ser mulher
Por CAL GOMES
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Publicado em 09/04/2026 às 10:32
Alterado em 09/04/2026 às 10:39
Marcela Rafael no Magic Kingdom, Disney, nas comemorações dos 25 anos do SportsCenter Foto: Divulgação
Engana-se quem, ao assistir à jornalista Marcela Rafael, nas noites da ESPN, apresentando o SportsCenter, programa de notícias e análises esportivas do canal, acha que na tela da TV está apenas uma mulher de rosto bonito, de gestos e postura elegantes, de fala mansa, com leve sonoridade nordestina.
A pernambucana do Recife, que chegou a São Paulo em 2009 e que comemorou 15 anos de emissora em 2025, é mais — muito mais — do que “apenas” isso. Com passagens por veículos importantes como Band, SBT e Globo Nordeste, a jornalista, além de sua capacidade profissional, sempre exibiu forte personalidade, inclusive em situações, digamos, “espinhosas”, como em uma ocasião em que travou uma discussão, durante uma coletiva de imprensa, com Mano Menezes, então treinador do Corinthians. Mais tarde, ao ser questionada sobre o acontecimento, declarou ao UOL Esporte:
“A gente bateu boca porque ele adora crescer em cima de repórter, é dele mesmo. Quando é mulher, muito mais. Só que sou pernambucana, sangue quente.”
Marcela Rafael Gonçalves Kampff de Melo, mãe de Theo, de 12 anos, e Lara, de 9, casada com o jornalista e advogado Andrei Kampff, antes de alcançar o posto de destaque como âncora do SportsCenter — programa referência da ESPN e um dos mais conceituados da TV internacional —, precisou, na própria emissora, mostrar, além de competência, muita coragem e atitude, nas redações, na frente das câmeras e, claro, diante do patrulhamento diário que as mulheres sofrem em suas rotinas pessoais e profissionais.
Garimpando tempo e espaço entre as férias passadas em Recife, a reforma do apartamento em São Paulo e a correria do dia a dia, a jornalista, sem abandonar o sotaque recifense, não economizou palavras nem opiniões nesta entrevista ao JORNAL DO BRASIL, abordando temas polêmicos, principalmente sobre machismo, sexismo e o espaço da mulher no jornalismo esportivo.
JORNAL DO BRASIL - Antes de chegar a São Paulo e ingressar na ESPN, você trabalhou em outros veículos da imprensa em Recife, sua cidade natal. Como foi essa mudança em sua vida pessoal e profissional?
Marcela Rafael - Vim para São Paulo porque meu marido, Andrei, estava aqui. Iríamos nos casar e não dava mais para continuar em Recife...ele aqui e eu lá. Foi uma grande mudança, mas era algo natural, porque não havia outra opção. Eu viria para cá de todo jeito. Era algo que já vinha amadurecendo na minha vida. Cheguei à cidade com tudo novo e precisava viver o jornalismo também em São Paulo. Primeiro fiquei no SBT; passei um ano na emissora, em um programa policial, mas tentando voltar para o esporte, que era o meu grande objetivo. Então, quando comecei a me adaptar ao jornalismo em São Paulo e a fazer algumas coisas de esporte também no SBT, veio a saída da emissora, onde fiquei por quase um ano. Logo depois, ingressei na ESPN.
Minha mudança de Recife para São Paulo aconteceu junto com o surgimento da ESPN na minha vida. E a minha entrada na emissora, por coincidência, é comemorada no dia do aniversário de São Paulo. Completei 15 anos de ESPN exatamente no aniversário da cidade.
Depois de um tempo, já estava muito bem adaptada à minha vida em São Paulo, que também já estava muito mais organizada. É uma boa coincidência: São Paulo e ESPN terem chegado à minha vida mais ou menos juntas.
Nos últimos anos, as mulheres alcançaram espaços significativos na mídia esportiva. Como você analisa essa conquista?
Já conquistamos muitas coisas e vejo isso com bons olhos, com positividade. Muita gente acha que essa mudança está muito lenta, mas estou no jornalismo esportivo há uns 22 anos — comecei lá em Recife, em 2003/2004. É muita coisa, é muito tempo, mas aconteceram muitas mudanças também. Mal tínhamos mulheres falando de esporte na televisão. Eram poucas, muito poucas.
Quando comecei, pessoas da minha família falavam: “Ah... mas esporte? Você vai fazer TV, esporte? Nossa... mas que coisa”!
Elas achavam diferente porque eram muito poucas mulheres no esporte. Acho que conquistamos tanto e vamos conquistar muito mais, porque é um caminho que não tem mais volta. Hoje, já me vejo como aquela jornalista que ajudou a abrir portas para várias outras que vieram depois.
Muitas me falam: “Olha, você é um exemplo”. Me sinto muito honrada quando ouço isso. Hoje, só aqui em São Paulo, existem grupos com jornalistas esportivas mulheres...muitas, muitas mesmo. Só em um grupo de WhatsApp do qual participo, são 500 mulheres jornalistas esportivas. É um caminho longo, mas temos conquistado muitas coisas, e isso é muito bom.

Marcela nos estúdios da ESPN apresentando o SportsCenter Foto: divulgação
No início, as mulheres que ingressaram no jornalismo esportivo se limitavam a trabalhar nas redações. Aos poucos foram para as ruas, para as reportagens. Depois, principalmente nas TVs, começaram a exercer a função de apresentadoras. Hoje, são também comentaristas e narradoras. E, nessas funções, a resistência por parte do público, principalmente o masculino, ainda é forte. Na sua opinião, qual o principal motivo para toda essa resistência?
É verdade que hoje temos funções que antes não tínhamos, que nem imaginávamos ter. Luciana Mariano foi a pioneira como narradora de futebol, casada com Luciano do Valle. E ela mesma conta que foi uma ideia dele, ela se achava capaz e ele também acreditava muito. E Luciana fala que, desde então, ela recebia muitas críticas dos homens e que acontecem até hoje, inclusive as próprias mulheres têm muitas críticas em relação às narradoras e comentaristas, inclusive preconceito, mas também já consigo enxergar pessoas falando bem de narradoras: "Essa daqui não gosto, mas aquela eu gosto". Ou seja: já começamos a conversar sobre narradoras que um ou outro gosta, elogia. O que é positivo.
Culturalmente estamos acostumados a ouvir homens narrando, e quando ouvimos mulheres estranhamos. "Nossos ouvidos não estão acostumados", eles dizem. Acho que é uma desculpa, mas também já vejo pessoas entendendo e reclamando menos; falando menos da narração feminina. Já é um passo importante. São passos muito lentos para chegarmos a esse ponto de olhar para mulheres e homens que são narradores e não criticarem mais as mulheres do que os homens ou não olharem de cara feia para narração feminina. É muito lento, mas acho que é algo que já está acontecendo. Primeiro temos narradoras, depois as comentaristas. Com o tempo as pessoas vão entendendo, gostando, aceitando que as mulheres também podem comentar; que podem narrar e que são boas nisso; que estudam para isso.
E nas reportagens existem menos críticas...
Sim...existem menos críticas, mas eram muitas, antigamente. Há 25 anos, uma mulher começava na reportagem e muitos ficavam de cara feia. Pensava que ela só estava ali porque era bonita, porque namorava alguém importante da empresa. Comentários que você ouvia todos os dias. Hoje a reportagem esportiva feita por mulheres virou algo natural. A função de comentarista começou há menos tempo do que a reportagem, então a crítica já é menor do que a narradora que já começou depois da comentarista. Será um caminho trilhado como a reportagem trilhou, de começarmos a achar normal uma narradora narrando grandes partidas e começar a gostar também. Adoro muitas e, mais cedo ou mais tarde, o grande público também vai gostar. E vejo várias comentaristas que penso exatamente igual
A jornalista Milly Lacombe escreveu um artigo afirmando que aquele episódio, anos atrás, envolvendo Rogério Ceni, na época jogador, não só a prejudicou, mas também as mulheres que estavam buscando mais espaços e chances, especificamente, nesse mercado do futebol.
Como é conviver com essa pressão de não poder errar, principalmente, por ser mulher?
A pressão de não poder errar é muito maior para as mulheres, e falamos sempre sobre isso. Conviver com essa pressão é ficar pensando: "Meu Deus, preciso estar melhor preparada porque vou ser mais criticada do que os homens na minha profissão".
Se pararmos para pensar sobre isso, acho que é assim na vida das mulheres. As mulheres tendem a ser mais criticadas até pelas outras mulheres. É uma pressão que convivo desde que comecei. Então sei que preciso estudar e estudar muito, ler, passar o dia inteiro pesquisando, ouvindo programas de esportes, de futebol, assistindo aos jogos. E quando não consigo assisti-los, vejo os melhores momentos dos que estarão em pauta no programa do qual participo. E são muitos porque apresento o SportsCenter, e abrangemos futebol nacional e europeu. Principalmente esses dois. Então faço de tudo para estudar muito. Sou incansável nisso, mas, claro, conviver com a pressão é ser mulher.
Como você encarou o episódio de agressão verbal sofrida pela jornalista/comentarista Renata Mendonça, da SporTV, por parte do presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap?
Nós nos reunimos e fizemos uma nota em conjunto. As jornalistas mulheres falando sobre respeito porque foi uma falta de respeito. Uma falta de respeito tão infantil, uma falta de respeito que não condiz com um presidente de um clube do tamanho do Flamengo. Foi tão pequeno... mas a gente sabe exatamente o que é que ele queria: primeiro, jogar a torcida contra a jornalista; segundo, atacar uma característica física da pessoa. Para que aquela pessoa se sentisse diminuída, se sentisse acuada e que parasse de fazer o que estava fazendo, o seu trabalho como jornalista. Ela não estava mentindo. Estava falando exatamente tudo que recebeu de informação. Ela possuía a informação.
Então, sim, foi algo muito feio, algo que não deve ser repetido, que espero que ele tenha olhado de alguma forma e entendido que errou. Não dá mais para convivermos com isso. Não dá para convivermos com pessoas falando de características físicas, do corpo da outra para atingir o seu trabalho. Isso é muito pequeno.
E, recentemente, a opinião pública está debatendo a fala do Neymar usando o termo "chico" para criticar um árbitro no fim de uma partida. Como você vê mais essa polêmica causada pelo jogador?
Tem muita gente que considera a declaração uma bobagem. Não estou com essa turma. Acredito que a sociedade e o esporte têm evoluído no combate ao preconceito. A frase dita carrega um histórico de preconceito a uma questão biológica das mulheres. O Neymar não precisava entrar nesse assunto, deveria ter mais cuidado ao falar, até porque tudo que ele diz repercute. E dessa vez, repercutiu mal pra ele, no Brasil e no mundo.
Você, discretamente, se apresenta na mídia como torcedora do Náutico. E, por ocasião do acesso do clube à Série B, postou um vídeo em uma de suas redes sociais, em uma comemoração efusiva ao lado dos seus filhos — fato que recebeu muita simpatia por parte dos seus seguidores...
Sou torcedora do Náutico, sempre fui... mas sem ficar falando o tempo todo. Se você reparar, sempre há algo do Náutico presente na minha vida. O Náutico faz parte dela. Fico feliz quando vence, triste quando perde ou quando é rebaixado. Fico feliz quando acontecem bons resultados. Sempre publico nas minhas redes sociais sobre o meu time. Eu amo o Náutico.
Faço meus filhos torcerem para o clube. Faço com que eles, de vez em quando, assistam aos jogos, entendam um pouco — agora que subiu para a Série B —, mas até quando estava na Série C eu já falava um pouquinho com eles.
Nós, que somos jornalistas, temos que mostrar e levar isso para os nossos filhos, fazer com que a nossa cultura esportiva também seja transmitida a eles.
E como você analisa, cada vez mais, essa tendência de jornalistas esportivos, que trabalham no futebol, “vestindo a camisa” de forma tão explícita?
Uma coisa de que temos certeza absoluta é que o jornalismo esportivo mudou completamente. Todos os jornalistas esportivos têm um time. Ninguém começa a trabalhar no jornalismo esportivo sem ter sido apaixonado — ou, pelo menos, a grande maioria — pelo seu time em um primeiro momento.
O importante é que você precisa, de alguma forma, encontrar imparcialidade para exercer o seu trabalho no jornalismo esportivo. Acho que jornalistas/influenciadores de vários times não são um grande problema, desde que isso fique muito claro: “Sou jornalista, torço para tal time e vou falar desse time; vou defendê-lo”. Assim, a pessoa pode falar coisas que os torcedores daquele time gostam ou criticar esse time, mas sabemos que a parcialidade estará presente o tempo inteiro. O que não gosto na grande mídia é do jornalista que defende o seu time, por exemplo, em um programa em que todos os times são debatidos. Acho que, nesses casos, é preciso entender e tentar manter uma imparcialidade.
Claro, sabemos que uma jornalista ou um jornalista torce para determinado time, então começamos a perceber tendências naturais. Mas, se isso for feito de maneira “cega”, totalmente como torcedor, aí não dá. Porque, antes de ser torcedor, você precisa ser jornalista. Mas, cada vez menos vemos isso... cada vez mais vemos profissionais colocando esse lado torcedor acima de tudo, inclusive deixando de lado críticas sérias que deveriam — e devem — ser feitas, como opiniões sobre arbitragem, por exemplo.
É preciso ter imparcialidade porque, caso contrário, você passa a opinar sempre a favor do seu time ou da diretoria. Isso não é jornalismo.
Qual a sua opinião sobre essas críticas que muitos da região Nordeste fazem aos torcedores que apoiam clubes que não são de suas cidades ou da sua região, principalmente os do eixo Rio-São Paulo?
Acho que cada um tem a liberdade de torcer para quem quiser - a não ser que seja uma questão familiar, em que o pai ou a mãe não queira que o filho torça para outro time (risos).
Mas existe uma questão cultural no Nordeste. Temos uma cultura muito forte na região, principalmente em cidades que possuem clubes relevantes e uma grande quantidade de torcedores. Isso acontece em Salvador, em Recife, em Fortaleza - cidades que possuem grandes clubes com torcidas expressivas.
Então, é natural que as pessoas torçam apenas para os times dessas cidades. Quando você vê uma grande quantidade de torcedores de um clube que não é da sua cidade, existe um estranhamento - que eu também acho estranho. Mas, repito: cada um tem a liberdade de torcer para quem quiser.
Cresci vendo recifenses torcendo para Sport, Náutico e Santa Cruz; pessoas que moram em Fortaleza torcendo para Fortaleza e Ceará. Já quem mora mais no interior dos estados da região tem uma tendência — até natural — de torcer para times de outras regiões, até porque assistiam e ainda assistem à TV por parabólica, que transmite muitos jogos do Sul e Sudeste.
O público do Nordeste, principalmente, sente falta de um espaço maior do que é concedido aos clubes da região pela mídia, que é controlada pela região Sudeste. Você acha que essa situação está mudando?
Isso é algo bem difícil de mudar. Aconteceram algumas mudanças porque vemos times do Nordeste tendo mais sucesso em grandes competições, mas, mesmo assim, ainda é pouco. Fortaleza e Bahia, por exemplo - duas equipes que entraram em competições como Libertadores e Sul-Americana nos últimos anos -, além do Vitória, também na Sul-Americana, são clubes da região que começam a participar de competições continentais.
Ainda assim, ganharam menos espaço. O Fortaleza um pouquinho mais quando enfrentou outros grandes clubes brasileiros.
Sei que é difícil. Sei que o espaço é menor, mas essa será uma briga constante. Espero que mude, mas acredito que só mudará quando esses clubes também encontrarem sucesso consistente em grandes competições.
Falamos hoje muito mais de Fortaleza e Bahia? Falamos. Muito mais. Mas falamos da mesma forma que falamos dos times do Sudeste e do Sul? Ainda não.
Acho que, quando começarem - e continuarem - todos os anos chegando à parte de cima da tabela do Campeonato Brasileiro, e participando de competições continentais, a tendência é que se fale mais. Mas há uma diferença... não tem como olhar para esse fato e negar. Basta observar as pautas de todos os programas esportivos.
Que bom que temos o jornalismo local das cidades do Nordeste, que é muito forte e fala bastante dos seus times. Mas, quando olhamos para o jornalismo esportivo nacional, sim, há muito menos espaço. Esses clubes precisam conquistar mais, chegar mais longe nas competições e transformar isso em rotina para serem mais comentados... mas, ainda assim, é algo muito, muito distante.
Você é apresentadora do SportsCenter, da ESPN, no horário mais nobre da emissora. E mais do que isso, participa dos debates com os principais comentaristas de esportes do canal. Como é fazer parte desses debates em um programa com tamanha relevância, em um futebol dominado por tantas polêmicas?
Sim. Apresento o SportsCenter às 20h, ao lado de André Kfouri, Gustavo Zupak e Felipe Motta, que também é apresentador. Me sinto honrada. Fico muito feliz de hoje ser apresentadora do programa — algo que realmente me deixa muito orgulhosa. Claro que são debates de muita relevância. O futebol tem muitas polêmicas.
É muito legal fazer parte de um programa tão relevante - o maior programa esportivo da TV internacional - e ao lado de comentaristas tão renomados.
Hoje, isso já faz parte da minha rotina de forma muito natural. Tanto no SportsCenter quanto no Linha de Passe, onde também estou ao lado de outros grandes comentaristas da ESPN, uma emissora que tem uma credibilidade muito forte e é reconhecida por isso. Isso me ajuda bastante e me deixa muito orgulhosa e feliz pelo trabalho que realizei até aqui, porque trabalhei muito para conquistar esse espaço.
Como você administra os haters das redes sociais?
Dependendo da sua opinião, vão existir muitos haters, mas já estou bem acostumada e, cada vez mais, tenho menos. Há mais pessoas respeitando o que falo. Não sei se é por conta do tempo que você acumula no jornalismo esportivo - talvez as pessoas passem a respeitar mais as opiniões. Pode ser isso, não tenho muita certeza.
Mas ainda existem muitos haters que leio nas redes sociais. Leio alguns, entendo, respeito a opinião e, quando há respeito, temos debates saudáveis. Quando não há respeito, bloqueio - e está tudo certo.
No final do ano, você esteve nos EUA participando das comemorações especiais da ESPN americana e do SportsCenter. Como foi essa experiência?
Em 2025, comemoramos 25 anos de SportsCenter e foi o último programa itinerante. Foi uma edição em que estivemos ao lado de equipes de outros países, como Argentina, Colômbia, México e Uruguai. E comemoramos dentro do Magic Kingdom, o que foi realmente muito mágico porque é considerado o lugar mais mágico do mundo. A Disney é o lugar mais mágico do mundo. Temos o privilégio de a ESPN fazer parte do grupo Disney, então foi algo incrível - algo que realmente eu não conseguia imaginar que um dia aconteceria na minha vida. Imagine você apresentando o SportsCenter e, ao olhar para trás, ver o castelo da Cinderela... realmente é incrível. Também pudemos aproveitar um pouco da Disney, porque é um lugar muito mágico.
Você olha e pensa: “Meu Deus! Olha onde eu trabalho! No SportsCenter! E estou aqui, na Disney, realizando um sonho e comemorando 25 anos do programa”! E, desses 25 anos, 15 eu estou na ESPN. Então é algo que me deixa muito feliz e muito orgulhosa.

Com o marido Andrei Kampff e os filhos Theo e Lara Foto: arquivo pessoal