ESPORTES

Tragédia anunciada na escalação

Flamengo 2 x 3 Lanús (Arg)

Por KLEBER LEITE

Publicado em 27/02/2026 às 11:15

Alterado em 27/02/2026 às 11:15

. Foto: Mauro Pimentel/AFP

Vou dividir este comentário em duas etapas, começando pelo jogo.

Escalação absurda, inconsequente e irresponsável. Está em disputa um título, há volta olímpica? Se a resposta for sim, o mínimo que se espera é que os 11 melhores jogadores entrem em campo. Parte significativa ficou no banco. Pior ainda quando vem à lembrança que havia a necessidade da vitória por dois gols de diferença.

Não consigo entender. O próximo jogo do Flamengo será contra o Madureira, no qual, pelo regulamento, pode até perder por dois gols de diferença e, ainda assim estará na final do Carioca — que só será disputada no outro domingo. Como, então, explicar uma escalação que não seja a do melhor time?

Aliás, e em tempo: qual é o nosso melhor time?

Seja qual for a sua opção, duvido que seja o escalado para este papelão contra o modesto Lanús — porém, como todo time argentino, valente e determinado.

Por favor, sem essa de pedir a cabeça do treinador e ficar nisso. Nosso problema vai muito além desta escalação absurda. Há situações que são institucionais. Escalar Danilo ou Léo Ortiz é problema do treinador.

Agora, ter o time titular em campo para decidir um título vai muito além da opinião ou da vontade do treinador. Este é um tema institucional.

Infelizmente, provavelmente em seu único equívoco como presidente, Bap entregou a chave do futebol à pessoa errada. Nada pessoal contra o senhor Boto. Apenas a certeza de que o Flamengo é muita areia para seu questionável caminhão. Onde não há comando competente e comprometido com a causa, nada caminha.

A boa notícia é que ainda há tempo para o torcedor do Flamengo ser feliz.

Agora, é seguir em frente, até porque o que deixamos de ganhar é perfumaria. O que vale mesmo são as competições que estão rolando: Brasileiro, Libertadores e Carioca.

Hora de juntar os cacos — não tão relevantes — e levar a sério o que vem pela frente. Hora de agir.

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