Mesmo com todos os problemas, Juventus deve continuar soberana na Itália

A Juventus não tem uma temporada 2019/20 boa. O time perdeu a Supercopa da Itália, perdeu a Copa da Itália e perdeu o jogo de ida das oitavas da Champions League. Cristiano Ronaldo e Maurizio Sarri não parecem se gostar muito. E mesmo assim o time é primeiro no Campeonato Italiano e tem a faca e o queijo na mão para conquistar o enea. Como explicar isso?

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A Juventus não tem um bom ano, mas mesmo assim deve ganhar o campeonato italiano. Como é possível isso? (Foto: Instagram)

A concorrência precisa se ajudar

A Inter de Milão começou a temporada voando. Depois de anos horrorosos, investimentos péssimos e instabilidade, a equipe contratou Antonio Conte e tomou decisões acertadas, como trazer o atacante belga Romelu Lukaku.

Entretanto o fogo começou a se apagar e o time perdeu pontos fundamentais. Na última rodada, podendo ainda ficar na briga, o time empatou com o Sassuolo, 12° colocado, em casa. A partida final antes da parada da pandemia também foi um péssimo resultado: derrota para a própria Juventus. Qual seria então o prognóstico do jogo entre o Milan x Sampdoria?

A Lazio então começou a ser a grande esperança. O time da capital italiana começou a voar com os gols de Ciro Immobile. Além da pequena diferença de pontos, teremos um confronto direto entre as duas equipes no dia 20 de julho.

Só que a Lazio leva uma virada da Atalanta e não aproveita o momento de crise da Juventus. A Juve, claro, ganha sem brilhar contra o Bologna e fica mais líder do que nunca.

Uma hora acaba, só não sabemos quando

A Juventus já dá sinais de queda há alguns anos, mesmo com a chegada de Cristiano Ronaldo. Se no cenário nacional o domínio foi absoluto, a equipe bateu duas vezes na trave na Champions League, sendo derrotado pelo Barcelona e pelo Real Madrid, que tinha o português como estrela.

O clube foi tentando se reformular, contratando jogadores jovens e até abrindo mão de Buffon – que voltou após uma temporada. Agora o time irá fazer uma troca com o Barcelona para trazer Arthur, de 23 anos, e enviar Pjanic, de 30. Só que o meia brasileiro está longe de ser uma certeza, enquanto Pjanic teve anos excelentes em Turim.

A saída de Massimiliano Allegri, treinador em boa parte das conquistas recentes do clube – o seu antecessor, o citado Conte, também tem grandes méritos – já indicou que a fórmula pode estar se desgastando. Sarri sem dúvidas não é unanimidade.

Só que para a Itália, as estrelas que a Juventus tem são suficientes para ganhar. O Napoli, de uma região muito mais pobre e sem o mesmo número de torcedores, precisa vender jogadores para continuar competitivo. Milan e Inter, que tradicionalmente são rivais, tiveram anos horrorosos e planejamentos pífios. A Inter começa a se recuperar. O Milan só Deus sabe.

E a Roma, outro time tradicional, também não consegue ter constância e deve trocar de mãos em breve. Seu atual dono (o americano James Pallotta) procura compradores depois de pouco ter apresentado e ainda ter alienado o maior ídolo da história do clube, Francesco Totti.

Assim fica mais fácil para a Juventus. Mas nem ela está aproveitando tão bem a incompetência alheia.