Jornal do Brasil

Esportes

Canadense vence US Open, e Serena perde nova chance de igualar recorde

Jornal do Brasil

Era a chance de Serena Williams se redimir da final de 2018 e finalmente igualar o recorde de Grand Slams do tênis mundial. Mas uma quebra no primeiro game do jogo mostrou que a tarde deste domingo (7) em Nova York seria da jovem Bianca Andreescu.

Aos 19 anos, Andreescu venceu a final por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 7/5, conquistando seu primeiro título de Slam e consagrando sua meteórica ascensão no esporte.

A canadense terminou o ano passado apenas na 178ª posição do ranking mundial, mas venceu seus dois primeiros torneios da WTA (Associação de Tênis Feminino, a elite da categoria) em 2019, Indian Wells e Toronto, e agora subirá para quinta posição da lista.

A façanha não acaba por aí. Ela também se torna a primeira tenista do Canadá e a primeira tenista nascida nos anos 2000 a conquistar um título dessa categoria.

Todo esse contexto deu ao público no estádio Arthur Ashe uma pequena sensação de déjà vu: no ano passado, Serena Williams perdeu a final para Naomi Osaka, então com 20 anos. A partida ficou marcada pela briga entre a americana e o árbitro, que ofuscou até a cerimônia de premiação e a conquista inédita de um Grand Slam por uma japonesa.

Naquele dia, Serena discutiu várias vezes com o português Carlos Ramos depois de ele ter dado uma advertência a ela por ter recebido orientações do seu técnico, Patrick Mouratoglou. A tenista insinuou que o português teve uma atitude machista e exigiu que ele pedisse desculpas por ter duvidado da sua honestidade.

Com a cabeça muito longe do que acontecia em quadra, ela perdeu qualquer chance de vitória e teve sua primeira tentativa frustrada de Serena empatar o recorde de Margaret Court, que tem 24 Grand Slams na carreira.

Com 23 títulos de Slam, a americana perde, no US Open de 2019, sua quarta final tentando igualar os troféus conquistados por Margaret entre 1960 e 1973 -período que inclui as eras amadora e profissional do esporte, iniciada em 1968.

O último título deste tamanho de Serena foi em janeiro de 2017, no Australian Open. Soube-se depois que na época ela já estava no início da gravidez de Alexis Olympia Ohanian Jr., nascida em setembro daquele ano.

Desde que retornou às quadras, em março do ano passado, perdeu a final de Wimbledon para Angelique Kerber, a decisão contra Osaka e, novamente na grama de Londres, perdeu para Simona Halep em 2019.

Agora, já são sete Grand Slams disputados no total perseguindo a marca de Margaret Court.

Até o início da final, Serena havia ficado em quadra três horas a menos que a adversária, que já acumulava mais de 10h30 de jogo no centro de tênis Billie Jean King, nos Estados Unidos.

Com um saque mais frágil que o comum, Serena teve duas quebras sofridas após duplas faltas, erro que cometeu oito vezes no jogo.

Já Andreescu contou com 16 erros não forçados a menos que a adversária para compensar o déficit de 15 bolas vencedoras e ser campeã.

O nervosismo de Serena marcou a tônica do jogo. Sempre que se sentia pressionada, a americana cometia mais erros e dava chance para sua adversária abrir vantagem.

Foi assim, por exemplo, no segundo set, quando se encontrou em desvantagem por 5 games a 1, e Andreescu sacava para fechar o jogo. Sem nada a perder Serena foi para o tudo ou nada e conseguiu empatar a parcial, aproveitando momento de desequilíbrio da  adversária.

No entanto, a canadense se recuperou, confirmou o seu saque e quebrou o de Serena no game seguinte fechando o segundo set em 7/5.

(FolhaPress SNG)