E acabou sobrando para Diego

Não foi o presidente Rodolfo Landim e muito menos o CEO Reinaldo Belotti. Diante da covardia e da omissão dos dirigentes do Flamengo, coube ao jogador Diego Ribas a missão de ser a primeira pessoa a dar a cara e responder perguntas relacionadas ao incêndio da última sexta-feira no Ninho do Urubu, que deixou dez adolescentes mortos e três feridos.

Diego fez o que o presidente do clube já devia ter feito: sentou-se à frente de um microfone e respondeu a todos os questionamentos feitos pela imprensa, que, por sinal, são os mesmos de toda a sociedade.

O jogador, que está no Flamengo desde 2016, se emocionou, chorou, ficou com a voz embargada. Mas não se omitiu. "Estou aqui em respeito a todos vocês e a todos envolvidos nessa situação. Nosso relacionamento com esses garotos sempre foi excelente, acompanhamos tudo, fazem parte do dia a dia", lembrou o jogador.

Ao falar da visita que ele e mais 12 jogadores fizeram aos feridos na segunda-feira, Diego não conseguiu segurar o choro. "Desculpa, mas não é fácil estar aqui. Mas temos que seguir. Está sendo difícil para nós e todos os brasileiros, mas quando chegar a hora de entrar em campo, é fazer o que eles faziam, que é honrar a camisa".

Diego só não aceitou falar sobre responsabilidades, sobre culpados. "Não estou aqui para falar sobre isso. Só sei que estamos vivendo um tragédia, a maior do clube. Quem está aqui vai levar isso para sempre. Momento de muita tristeza e reflexão.

A pedido da mãe do lateral Jorge Eduardo, um dos mortos no incêndio, o volante Willian Arão entrará em campo amanhã para o Fla-Flu com uma camisa que levará o nome do garoto nas costas.

Ontem a Secretaria Municipal de Saúde divulgou novo boletim médico sobre o quadro de Jhonata Cruz Ventura, de 15 anos, que está internado no hospital Pedro II. Ele não está mais sedado e começa a atender a comandos simples.

Ontem de manhã, enquanto o técnico Abel Braga comandava um treino no Ninho do Urubu o local foi vistoriado pelas autoridades competentes, como Defensoria Pública, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Ministério do Trabalho e Emprego, Secretaria de Urbanismo, além do próprio Ministério Público. Agora será avaliada a possibilidade de interdição do local, que pode ser total ou parcial. Senão

 

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