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MP desbarata máfia do Barra Mansa Futebol Clube

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O Ministério Público do Rio cumpriu ontem mandados de busca e apreensão contra um grupo criminoso envolvido em manipulações de resultados do Barra Mansa Futebol Clube. O presidente, Anderson Martins, e o então gerente de futebol, Lincoln Vinícius da Silveira Aguiar, aliaram-se à empresa Agesport, por meio do proprietário Ezequia de Oliveira, para oferecer até mais de R$ 150 mil por jogo a atletas do clube em troca de derrotas em campo. Os episódios aconteceram na Série B1 do Campeonato Carioca de 2017.

A Agesport é a empresa responsável por administração e logística do Barra Mansa. O acordo ilícito, de acordo com a denúncia do Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (Gaedest/MPRJ), também envolvia uma máfia internacional de apostas e manipulação de resultados de eventos esportivos, não identificada.

A denúncia descreve uma reunião em que os três dirigentes prometeram pagamentos para alguns jogadores para que perdessem por 4 a 0 contra o Audax, no dia 25 de junho de 2017. A derrota buscava concretizar o acerto celebrado com a máfia internacional. Os jogadores recusaram.

Em outra situação, dias antes da partida entre Barra Mansa e Carapebus, marcada para 2 de julho, a quadrilha ofereceu R$ 3 mil para aqueles que concordassem em entregar o jogo. Os atletas refutaram novamente a proposta. Diante da negativa, Ezequia deixou de providenciar a ambulância obrigatória do estádio, o que resultou na perda por W.O.

O presidente do clube, Anderson Martins, ainda foi denunciado por se apropriar de R$ 342 mil pertencentes ao Barra Mansa, quantia oriunda de parcela da venda de um jogador formado nas divisões de base do clube, o lateral Dalbert, à Internazionale. Mônica Rodrigues Rosa, na condição de tesoureira do clube, chancelou o ato ilícito e também foi denunciada por apropriação indébita.



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