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Ex-presidente do PSB, Roberto Amaral lidera ato pró-Dilma no Rio

No fim de semana, Amaral chamou de "traição" a aliança do seu partido com candidatura de Aécio

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O ex-presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Roberto Amaral, vai participar nesta quinta-feira (16/10) de um ato Pró-Dilma Rousseff e oficializar o seu apoio à reeleição da presidente. O encontro será na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), na Zona Norte do Rio, às 18h. Já confirmaram presença os deputados federais Jandira Feghali (PCdoB), Alessandro Molon (PT), Jean Wyllys (PSOL), Chico Alencar (PSOL), o estadual Robson Leite (PT) e o sociólogo Emir Sader.

A comunidade universitária da Uerj divulgou em nota o posicionamento no segundo turno presidencial: “A Uerj tem papel histórico na luta pelo combate às desigualdades e pela construção de um país mais igual. Primeira universidade a adotar o sistema de cotas, nossa universidade vive diariamente o retrato de um Brasil que, finalmente, avança pela educação e pela formação de profissionais de todas as origens e cores”, diz o texto.

>> Presidente do PSB diz que aliança com Aécio foi traição e declara apoio a Dilma

No fim de semana, Roberto Amaral publicou no blog um texto criticando a aliança de seu partido com o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, para o segundo turno. Na opinião de Amaral, a aliança "renega compromissos programáticos e estatutários, suspende o debate sobre o futuro do Brasil, joga no lixo o legado de seus fundadores e menospreza o árduo esforço de construção de uma resistência de esquerda, socialista e democrática". Amaral vai mais longe nas suas colocações e considera que "ao aliar-se à candidatura de Aécio Neves, o PSB traiu a luta de Eduardo Campos". O texto deixa evidente o apoio de Amaral à candidata petista.

Ao se posicionar a favor da candidatura da presidente, Amaral decreta o racha no PSB. Nesta terça (14), a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), se recusou a fazer parte da nova composição da Executiva do partido e admitiu que a sigla passa por um momento de divergência, mas acredita que o incômodo vai passar. A deputada criticou a atitude do seu colega de bancada, Júlio Delgado (PSB-MG), que sugeriu a retirada de Amaral do partido, após o ex-presidente se colocar a favor da candidatura petista. "Isso é inaceitável, porque o Roberto Amaral é um dos fundadores do partido", salientou Erundina.

O secretário nacional Sindical do PSB, Joílson Cardoso, também indicado para a nova Executiva, deve ficar ao lado de Amaral. 

A crítica mais contundente ao apoio de Amaral à presidente, partiu do vice da ex-candidata à Presidência pelo PSB, Marina Silva, o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS). Após o pronunciamento de Amaral através do seu blog, Albuquerque também emitiu a sua opinião: "Nós do PSB lamentamos muito a postura do presidente interino do partido. O Amaral expressa nessa sua declaração a falta de paixão que ele já não mostrava ou deixava claro na pré-candidatura do Eduardo, na candidatura minha e de Marina", afirmou.