El País: 'Maratona eleitoral e classes médias'

O jornal El País publicou nesta quinta-feira (10) uma reportagem sobre o que definiu como “maratona eleitoral” na América Latina. O texto começa falando que entre 2009 e 2016 o continente latino-americano realizou 34 eleições presidenciais, sendo que três acontecerão em outubro no Brasil, na Bolívia e no Uruguai. A matéria afirma ainda que o progresso econômico e a consolidação da democracia são os motivos que mais atraem a classe média.

O jornalista diz ainda, de acordo com o PNUD, que, entre 2000 e 2012, um total de 56 milhões de latino-americanos saíram da pobreza para se juntarem à classe média, contudo, muitos deles seguem um alto grau de vulnerabilidade. Sobre o Brasil, a reportagem aponta que, de acordo com estatísticas, durante os governos de Lula e Dilma, 30 milhões de pessoas passaram para a classe média. Lembrando das eleições, o El País afirma que a eleição, de acordo com todas as pesquisas, deve ter segundo turno. Sobre as candidatas Dilma Rousseff e Marina Silva, a publicação as define como “a presidente e a nova rica”. O jornal criticou Marina dizendo: “fervorosa evangélica, que consultar a Bíblia antes de tomar grandes decisões”.

Ainda sobre as eleições no Brasil, o El País diz que a classe média, apesar de estar agradecida pelos serviços prestados por Dilma, pode avaliar os benefícios da mudança. A reportagem informa que no Brasil existem 42 milhões de evangélicos, que podem apoiar Marina. Em contraponto, segue a reportagem, outra parte da população, “permanece em um estado de tremendo vulnerabilidade à espera de sua chance de continuar com Lula-Dilma”.

O El País afirma que, segundo a CEPAL, a classe média na América Latina é tem renda entre 15 e 50 dólares para cada um dos membros da família. A publicação diz que a estimativa é que que há 100 milhões de brasileiros que vivem com salários de entre 300 e 400 dólares por mês, equivalente a três vezes o salário mínimo.

O jornal finaliza dizendo que as taxas de crescimento no Brasil são de 0,9% para 2014, pouco mais que no resto da América Latina. O El País afirma que “plausivelmente” isso irá refletir na maratona eleitoral do futuro.