"Não querem assumir compromisso com o Brasil", diz Marina sobre Dilma e Aécio

Pessebista alerta para um retorno da inflação em comício em Duque de Caxias, no Rio

Marina Silva, candidata à presidência pelo PSB, voltou a atacar seus principais concorrentes por ainda não terem apresentado um programa de governo, a poucos dias da eleição. Em comício em Duque de Caxias na noite desta quinta-feira (25), ela ressaltou que Dilma e Aécio se ocupam apenas de debater seu programa, e que fariam isso por duas razões, "para disfarçar que eles não têm um programa, e, segundo, porque não querem assumir compromisso com o Brasil". 

>> Marina critica apropriação do esforço dos brasileiros por mérito ao governo

Ao lado de seu vice na chapa, Beto Albuquerque, que falou de um "Brasil de dificuldades" que não pode ter medo de mudanças e, sim, da "roubalheira", Marina destacou um retorno da inflação, aumento da violência e precariedade da saúde e da educação, citando que 18% dos jovens brasileiros entre 15 e 23 anos que terminam o segundo grau são analfabetos funcionais.

"Os nossos adversários, faltam apenas 10 dias para a eleição, ainda não apresentaram o programa. A presidente Dilma, o ex-governador Aécio, deveriam em primeiro lugar respeitar o povo brasileiro, dizer como é que vão fazer para não deixar a inflação voltar. A inflação está voltando. Quem vai ao supermercado, quem vai à feira, sabe que está comprando menos com o salário que tinha", alegou Marina. "A presidente Dilma ainda disse o seguinte 'não vou apresentar (o programa), porque vou continuar fazendo as mesmas coisas'. Isso significa, vai continuar o mal atendimento nos hospitais, nos postos de saúde, que a escola do rico não vai ser igual à escola do pobre", completou.

A questão da violência no país foi um dos tópicos abordados por Marina e por seu vice, que apontaram que 56 mil pessoas morrem por ano no país. Para ela, é preciso que o governo federal se ocupe também da questão da segurança pública. 

Para resolver os problemas do país, acredita a candidata, pode-se conseguir verba para investimento a partir de escolhas corretas, do combate à corrupção e do planejamento. Aproveitando para salientar que, caso seja eleita, não acabaria com programas do governo petista como Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, Pronatec, entre outros, declarou que o que pretende acabar é com a corrupção. "É daí que vai vir o dinheiro, de fechar a torneira da corrupção".

"Se for para ganhar mentindo, eu não estou disposta. Não vou mentir. Vou responder às mentiras deles não com a mesma moeda, mas com a outra face", disse Marina, falando ainda sobre um desespero dos adversários com seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto, ainda que tenham mais tempo de propaganda na TV. Ela atacou ainda que eles teriam milhares de pessoas pagas nas redes sociais para mentir, em um esquema que a pessebista apelidou de 'mensanet'.