A candidata pela frente Unidos pelo Brasil à Presidência, Marina Silva (PSB) participou nesta sexta-feira (12) do debate "Visões do Futuro - Propostas para o Brasil", promovido pela Firjan Rio de Janeiro. Participaram do círculo de discussão o vice de Marina, Beto Albuquerque, o deputado Alfredo Sirkis, presidente do PSB Rio, Roberto Amaral, Rubens Bontempo, prefeito de Petrópolis, região Serrana, e o presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouveia Vieira. Ao comentar as críticas dos concorrentes à campanha, Beto Albuquerque afirmou que estão "satanizando" o programa de governo do seu partido.
Marina também comentou os resultados da pesquisa Ibope, que mostrou crescimento de Dilma Rousseff, de 37% para 39%, e queda da candidata do PSB, de 33% para 31%. "Este resultado não muda nossa estratégia. Vamos continuar a buscar o diálogo, e não o embate", disse Marina.
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"Beto, não podemos deixa nada pela metade." Com esta frase, o vice de Marina lembrou a morte de seu amigo e parceiro politico Eduardo Campos, ressaltando que ele e a candidata não deixaram de lado nenhuma parte do legado sem cumprir. Beto disse que o Brasil não pode deixar o país na mão de amadores, de quem "quer uma estatal para chamar de sua", fazendo referência aos escândalos na Petrobras.
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O discurso de Beto atacou os pontos negativos do atual governo de Dilma Rousseff, com os resultados do PIB e a falta de investimentos e infraestrutura nos mais diversos setores estratégicos.
Com relação às criticas dos seus adversários na campanha, Beto disse que estão "satanizando" o programa de governo do seu partido, mas não apresentam (Dilma e Aécio) as suas propostas.
Marina considerou o momento de grande importância para o crescimento do país, com questão especificas voltadas para cada setor. O cenário da indústria é preocupante, nas análises da candidata, atingido pelo desemprego e falta de investimentos adequados. Esse quadro, por consequência, reflete no desenvolvimento do país. Ela destacou as propostas para a categoria especificados no seu plano de governo.
Gouveia Vieira abriu o evento descrevendo um cenário pessimista do empresariado brasileiro, afetado com a inflação e o baixo crescimento da econômica interna. Na sua avaliação, o país necessita passar por profundas mudanças e reformas radicais para que os empresários possam recuperar o fôlego.
O deputado Sirkis ressaltou os aspectos ambientais que estão comprometidos, na sua visão, com a atual politica econômica. Roberto Amaral voltou lembrar os últimos fatos envolvendo a Petrobras, considerando a estatal uma das principais fontes de recursos do país. Amaral enfatizou a necessidade de uma profunda reflexão sobre o atual cenário da politica nacional, para promover as mudanças necessárias.