Presidenta do TSE descarta pressão ddo TRE-RJ por reforço de segurança no Rio

Brasília – A presidenta do Tribunal Superior Eleitoral  (TSE), Cármen Lúcia Rocha,  descartou hoje (29) possível retaliação do presidente da Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro, Luiz Zveiter, contra decisão que atendeu apenas em parte pedido de reforço na segurança fluminense para as eleições municipais.

Ontem, o TSE decidiu, por maioria, que vai mandar reforço antecipado apenas na zona oeste da capital fluminense e no Complexo da Maré — e não nos municípios do interior, onde a segurança só vai aumentar no dia da eleição, em horário limitado das 8h às 18h. Insatisfeito com a decisão, Zveiter ameaçou rejeitar todo o apoio da Força Nacional oferecido pelo TSE. 

Perguntada se a medida era uma forma de pressão, Cármen Lúcia disse que Zveiter é um “ótimo parceiro” e que a reconsideração é natural. “Ontem o TSE concluiu exatamente naquele sentido por maioria, se as condições mudarem - todos os TREs [tribunais regionais eleitorais] têm um ótimo contato - não tem problema nenhum”, disse, lembrando que o Rio Grande do Norte também estuda dispensar reforço na segurança em algumas cidades. 

A ministra falou com jornalistas nesta sexta-feira durante cerimônia pública de lacração do sistema usado nas urnas eletrônicas. A ministra garantiu que os sistemas estão funcionando e que os únicos problemas registrados até agora são falhas normais de rede. “Esse é um sistema que tem a garantia de tudo o que foi decidido para garantir a incolumidade (segurança) das urnas”, disse a ministra, destacando que a inviolabilidade é o sucesso do modelo brasileiro.

A presidenta do TSE preferiu não dar prazo para a conclusão das apurações no dia 7 de outubro. “Vamos trabalhar para ser o mais depressa possível, mas não quero fazer previsões”.