Marta desconversa, mas assume crédito por crescimento de Haddad

Ministra da Cultura se colocou no mesmo patamar de Lula e Dilma para o eleitor paulista

Em sua primeira agenda oficial como ministra da Cultura no Rio de Janeiro, Marta Suplicy não se furtou a comentar o crescimento de Fernando Haddad (PT) na disputa pela prefeitura de São Paulo. Embora não tenha assumido diretamente o crédito pela evolução da candidatura petista na capital paulista, ela fez questão de se colocar em um patamar decisivo no pleito:

"Acho que o Haddad vai para o segundo turno. Ele tem o apoio de três pessoas muito importantes em São Paulo: Lula, Dilma e Marta e isso faz diferença. Eu sempre disse que eu entraria na campanha na hora que fizesse diferença. É muito difícil você ter três pessoas com força na cidade e isso não ter um impacto", afirma.

Ainda segundo a ministra, ex-prefeita de São Paulo, Celso Russomano se aproveitou de momentos desfavoráveis dos adversários para conquistar sua atual cotação junto aos eleitores. Para Marta, parte de seus eleitores deve migrar de Russomano para Haddad em um eventual segundo turno: 

"Na minha compreensão, o crescimento do Russomano se deve a uma enorme rejeição ao Serra e ao fato das pessoas não conhecerem Haddad e Chalita. Aí elas olham para o Celso e falam 'esse aí eu conheço, e ele na televisão parece uma pessoa que está ajudando'. Agora nós temos que resgatar os votos do PT e os meus que estão com ele. Na medida em que as pessoas souberem que as pessoas que fizeram por elas na cidade e no Brasil estão com Haddad, nós vamos conseguir caminhar e resgatar esses votos", concluiu.