Cumprindo sua agenda de prefeito do Rio de Janeiro, o candidato à reeleição, Eduardo Paes (PMDB), visitou na tarde desta segunda-feira, a construção de quatro reservatórios subterrâneos e o desvio do Rio Joana para eliminar o ponto de alagamento mais emblemático da cidade, na Praça da Bandeira.
Com investimento de R$ 292 milhões em parceria com o governo federal, a obra completa deverá ser finalizada somente no primeiro semestre de 2014, mas segundo o prefeito, já daqui a dois meses os benefícios da obra serão vistos.
"Esse reservatório é o primeiro de cinco que vamos construir para acabar com esse problema que atinge a cidade, desde o século XVIII. A Praça da Bandeira sempre foi vista sem solução, e finalmente a gente vê essa solução se encaminhando. A partir de dezembro desse ano, essas obras já começaram a gerar benefícios, mas a conclusão só acontecerá na Copa, em 2014", afirmou Paes.
Próximo ao estádio do Maracanã, as obras fazem parte do pacote de melhorias para a cidade na Copa do Mundo 2014 e nos Jogos Olímpicos 2016. De acordo com Paes, os dois problemas mais complexos da cidade, em relação a alagamentos, já estão com obras em andamento.
"Os dois maiores problemas da cidade, que é a bacia do rio Joana e a região de Jacarepaguá, já estão sendo solucionados. Isso é uma transformação fantástica, isso era um desafio de muitos anos. Isso aqui acaba definitivamente com aquele problema que a gente vê todo o verão, com as chuvas". concluiu o peemedebista.
Pedidos de populares
Logo na chegada ao canteiro de obras da Praça da Bandeira, Paes, foi interpelado pela vendedora ambulante Gisele Vieira de Mendonça e pelo taxista Rafael Augusto Ribas. A ambulante Gisele, que estava com seu filho Luís Arthur, de 7 meses, nos braços, foi até o local pedir uma licença para vender cocos na Lagoa Rodrigo de Freitas. O prefeito segurou o menino no colo, o beijou e tirou fotos com o pequeno.
"Desde 2008 estou na fila para conseguir uma licença para trabalhar na Lagoa. Já estou vendendo coco no parque dos Patins há mais de oito anos. Pessoas que estão há menos de um ano já conseguiram, e eu nada. Já fui atrás do prefeito em Irajá, no Aeroporto do Galeão, em vários lugares, ele e a assessoria sempre pegam o meu telefone, prometem que vão me ajudar, e até hoje tenho que ficar correndo da guarda municipal. Embora agora na época de eleições eles tenham desaparecido", afirmou a ambulante.
Já o taxista Rafael Ribas, que é cadeirante há 14 anos, vem há mais de sete anos trabalhando irregularmente já que não consegue tirar a autonomia para trabalhar. Rafael perdeu a mobilidade das pernas em um acidente de carro, mas jamais parou de trabalhar. Casado e pai de dois filhos, o taxista que era motorista de van, encontrou na atual profissão uma solução melhor para trabalhar, sem as barreiras que a deficiência traz, mas encontrou na burocracia o maior impedimento para sustentar a sua família.
"Venho tentando há mais de sete anos conseguir uma autonomia para trabalhar, mas nunca consigo. Deveria existir uma lei que beneficiasse nós deficientes de conseguir trabalhar dignamente. Quero me regularizar, mas não consigo e vejo outras pessoas conseguirem. É muito triste tudo isso. Tenho ido atrás do prefeito em Irajá, na Ilha, na Freguesia e também pegam o meu telefone, prometem que vão me ajudar e eu nunca consigo", desabafou Ribas.
Ataques da coligação Garotinho-Maia
Eduardo Paes falou sobre as declarações do ex-governador e deputado federal, Anthony Garotinho (PR), na propaganda eleitoral do seu adversário, Rodrigo Maia (DEM), que o chamou de hipócrita em apoiar os movimentos gays da cidade e de pedir votos nas igrejas evangélicas.
"Eu vou continuar apoiando os movimentos gays e pedindo votos nas igrejas evangélicas. Eu tenho enorme desprezo por quem tem ódio e preconceitos. Isso é muito ruim. Eu sou a favor da união civil de homossexuais e sempre fui muito claro nessa minha posição. Essa cidade é muito diversa, muito ampla. Nessa cidade não tem como ficar com preconceitos, esse é um charme característico do Rio de Janeiro", declarou Paes.
Já sobre a entrada do ex-governador na campanha de Maia, e dos ataques que o adversário democrata vem fazendo contra a sua gestão, o prefeito foi categórico.
"Eu não sou comentarista de eleições. A gente toca a vida aqui. A gente está mostrando o nosso trabalho, e vamos continuar assim", concluiu o candidato.