PE: após pesquisas, PT muda campanha e aposta em ministros e Lula 

A campanha do candidato do PT à prefeitura do Recife, o senador Humberto Costa, adotará uma nova postura e apostará na intensificação das campanhas de rua e também na utilização de nomes de relevância do partido, como ministros e até mesmo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em uma tentativa de diminuir a diferença entre o petista e o líder nas pesquisas, Geraldo Julio (PSB).

Segundo Datafolha divulgado nesta quarta-feira, o afilhado do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), abriu 11 pontos de vantagem e lidera a disputa com 34% das intenções, enquanto, em queda, Costa tem 23% e está tecnicamente empatado com o terceiro colocado, Daniel Coelho (PSDB), que 19%.

Por conta do avanço de Julio, os petistas usarão mais campanhas de rua para tentar intensificar o contato do petista com a população e utilizarão a propaganda no rádio e na televisão como espaço para um "debate político" contra Julio. "Ele vem assumindo a paternidade de projetos que não é verdade. Vamos, entre outras coisas, tratar disso", afirmou o senador.

O PT trará também à capital pernambucana os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, e também o das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, que é deputado federal pelo PP, partido da base de apoio da candidatura petista.

Apesar de ainda não haver confirmação, a expectativa é de que Lula também faça um evento de campanha com Humberto. O ex-presidente já gravou depoimentos de apoio ao candidato, mas ainda não fez nenhum ato de campanha na capital pernambucana.

Com a ida de personalidades de expressão nacional a eventos de apoio à candidatura de Humberto, o PT busca conseguir reforçar seu concorrente, e minimizar a influência do governador Eduardo Campos sobre o eleitorado local, um dos principais motivos para o bom desempenho de Julio.

Sem medo

Questionado sobre se a ascensão de seu principal adversário e sua queda nas pesquisas preocupa, o candidato minimizou a situação. "Ainda estou indo para o segundo turno, estou tranquilo. No segundo turno, é outra eleição" afirmou o petista, que afirma que não consegue "enxergar nas ruas o resultado das pesquisas".