Quem abre o celular nos próximos dias para ver se a parcela do Pé-de-Meia já caiu ainda vai esperar até a segunda-feira, 19: o depósito de outubro sai entre a segunda-feira, 19, e a segunda-feira, 26 de outubro de 2026. É a 7ª parcela do ensino médio regular, de R$ 200, e corresponde à frequência registrada em agosto.
A parcela de outubro é paga de 19 a 26 e vale pela presença de agosto
O prazo foi fixado pela Portaria MEC nº 169, de 18 de fevereiro de 2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia seguinte. O anexo da norma divide o ano em janelas: a 7ª tem como referência a frequência de 1º a 31 de agosto, data-limite de 2 de outubro para as redes de ensino enviarem os dados e pagamento de 19 a 26 de outubro. A Portaria MEC nº 539, de junho, alterou outros pontos da regra, mas manteve essas datas.
A página de calendário do Ministério da Educação (MEC) traz o mesmo período:
- Ensino médio regular: 7ª parcela de frequência, de 19 a 26/10/2026.
- Educação de Jovens e Adultos (EJA): 2ª parcela do 2º semestre, de 19 a 26/10/2026.
- Próxima janela: de 23 a 30/11/2026, pela frequência de setembro.
O calendário oficial informa só o intervalo, sem dividir os dias por data de nascimento. Nas janelas anteriores, a Caixa Econômica Federal (Caixa) escalonou os créditos pelo mês de aniversário do estudante: na janela de 29 de junho a 6 de julho, por exemplo, os nascidos em janeiro e fevereiro receberam no primeiro dia (29/6) e os nascidos em novembro e dezembro no último (6/7), segundo a Agência Brasil. Em outubro, a data exata de cada aluno aparece nos canais de consulta listados mais abaixo.
Os valores de 2026 continuam os mesmos dos anos anteriores

A Portaria 169 manteve os valores do programa. No ensino médio regular, o estudante recebe:
- Matrícula: R$ 200, uma vez por ano.
- Frequência: até nove parcelas de R$ 200 por ano letivo.
- Conclusão: R$ 1.000 por ano aprovado, até o limite de R$ 3.000 no ensino médio.
- Enem: R$ 200, uma vez, para o concluinte que fizer os dois dias do exame.
Na EJA, a frequência rende até quatro parcelas de R$ 225 por semestre. O valor de conclusão fica guardado na poupança e só pode ser sacado depois que o aluno termina o ensino médio, explica o MEC em nota de agosto. Somando tudo, o ministério calcula que um estudante pode chegar a R$ 9.200 ao longo do programa.
As parcelas de conclusão e do Enem de 2026 não entram em outubro. Pelo calendário, elas têm a primeira oportunidade de pagamento entre 22 de fevereiro e 1º de março de 2027.
Recebe quem está no CadÚnico e teve 80% de presença em agosto
Não há inscrição: o MEC cruza os dados da escola com os do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). Segundo a página de público do programa, tem direito quem cumpre todos estes critérios:
- estudar no ensino médio da rede pública e ter de 14 a 24 anos, ou estar na EJA pública e ter de 19 a 24 anos;
- fazer parte de família inscrita no CadÚnico, com renda de até meio salário mínimo por pessoa;
- ter CPF regular;
- ter frequência mínima de 80% no mês.
Para 2026, a portaria considera as bases do CadÚnico vigentes até 7 de agosto. Ela também determina que quem entra no programa durante o ano não recebe parcelas retroativas de janelas anteriores à sua habilitação.
Consulta Pé-de-Meia e CAIXA Tem mostram se o dinheiro vai cair
A página do programa na Caixa indica onde consultar o calendário, a situação do pagamento e o saldo: o aplicativo CAIXA Tem, a Consulta Pé-de-Meia do MEC (estudante.pedemeia.mec.gov.br, com login gov.br), o aplicativo Benefícios Sociais CAIXA, o Portal Cidadão da Caixa e o telefone 0800 616161, do MEC.
A conta é aberta automaticamente no nome do aluno. Quem tem menos de 18 anos só movimenta o dinheiro depois que a mãe, o pai ou o responsável legal autoriza o acesso no CAIXA Tem, na opção de acesso ao jovem, ou numa agência. Se o responsável não for pai nem mãe, a autorização tem que ser feita presencialmente.
Se a parcela não aparecer, o problema costuma estar na escola ou no cadastro
O guia Como funciona, do MEC, aponta as falhas mais comuns: frequência abaixo de 80%, CPF ou nome diferentes entre a matrícula e o CadÚnico e pendência bancária. Cada uma tem um caminho:
- Frequência ou dados da matrícula: falar com a secretaria da escola.
- Cadastro Único: atualizar no Centro de Referência de Assistência Social (Cras).
- CPF: regularizar no site da Receita Federal.
- Conta: procurar a Caixa, de preferência numa agência.
Correção feita a tempo não faz o aluno perder o dinheiro. Para a frequência de agosto, as redes de ensino podem corrigir dados até 8 de janeiro de 2027, e a parcela liberada entra em uma janela seguinte. Quem estiver dentro das regras pode marcar no calendário o dia 23 de novembro, quando começa o depósito referente a setembro.
Informações conferidas em 8 de outubro de 2026 nas fontes citadas.



