Em NY, mercados monitoram fala de Trump sobre comércio e fecham em baixa

Os mercados acionários americanos encerraram o pregão desta sexta-feira, 20, em leve baixa à medida que comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, implicaram em um cenário de leve cautela, que se impôs sobre balanços corporativos positivos.

O índice Dow Jones encerrou a sessão em queda de 0,03%, aos 25.058,12 pontos, mas apresentou ganho semanal de 0,29%, enquanto o S&P 500 recuou 0,09%, aos 2.801,83 pontos, com alta semanal de 0,16%. O Nasdaq também apresentou avanço semanal de 0,16%, mas, nesta sexta-feira, fechou em baixa de 0,07%, aos 7.820,20 pontos.

As relações comerciais novamente chamaram a atenção dos agentes. O diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, afirmou, durante a manhã, que Trump não irá recuar na estratégia de conseguir melhores termos nas relações comerciais com outros países. Para o assessor econômico, o presidente da China, Xi Jinping, aparentemente avalia que Trump poderia sair enfraquecido das eleições de meio de mandato em novembro e que "essa é uma aposta muito ruim. Não importa como sejam as eleições, ele não deixará para lá esse assunto".

A manutenção da postura de Trump foi vista em entrevista do republicano à rede de TV americana CNBC. "Estamos prontos para ir até 500", afirmou o presidente, referindo-se à possível imposição de tarifas sobre todas as importações chinesas para os americanos. Em todo o ano passado, o déficit comercial americano com Pequim somou US$ 505 bilhões.

Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel elevou o tom contra o protecionismo crescente dos EUA. Ela afirmou que a União Europeia está pronta para retaliar uma eventual tarifa dos EUA sobre automóveis importados. De acordo com ela, o bloco está trabalhando em contramedidas, "mas essa é, de longe, a pior solução. Uma eventual tarifa dos EUA sobre carros violaria as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e prejudicaria a todos". Entre as montadoras americanas, a ação da Ford Motor caiu 1,03% e a da Fiat Chrysler recuou 1,08%.

No noticiário corporativo, a Microsoft viu seus papéis subirem 1,79%, após ter mostrado lucro líquido e receita acima do esperado por analistas devido aos ganhos no segmento de nuvem.