Taxas de juros abrem em queda em reação a ação conjunta do BC, Tesouro e CMN

Os juros futuros abriram em queda na manhã desta sexta-feira, 15, em reação à estratégia conjunta do Tesouro Nacional, do Banco Central (BC) e do Conselho Monetário Nacional (CMN) para conter a volatilidade nos mercados de câmbio e nos DIs. O BC anunciou uma maior oferta de swaps, estimando mais US$ 10 bilhões na semana que vem, enquanto o Tesouro realizará, entre 18 e 22 de junho, leilões diários de compra e venda de NTN-F; LTN; e NTN-B.

Em outra frente, o Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu antecipar o prazo para a extinção do prazo médio de repactuação mínimo (PRC) para os títulos de renda fixa dos fundos de investimento especialmente constituídos (FIE) de seguradoras e entidades abertas de previdência complementar. Pela nova regulação, as entidades ficarão livres da exigência a partir de 30 de agosto de 2019.

Segundo um profissional de renda fixa, o movimento nos juros mais curtos é limitado pelo avanço de 1,86% do IGP-10 de junho (ante 1,11% em maio). O Índice Geral de Preços - 10 avançou 1,86% em junho, após o aumento de 1,11% registrado em maio, superando a mediana das estimativas, de 1,73%, da pesquisa Projeções Broadcast com analistas do mercado financeiro, e ficou dentro do intervalo das previsões (avanço de 1,18% a 2,0%).

Outra divulgação importante sobre a economia brasileira desta manhã foi o IBC-Br de abril. Após cair 0,51% em março (dado já revisado), a atividade econômica registrou alta de 0,46% em abril ante março, na série com ajuste sazonal.

A alta do IBC-Br ficou dentro do intervalo projetado pelos analistas do mercado financeiro (+0,20% e +1,30%) e abaixo da mediana em +0,60%. O índice de atividade calculado pelo BC passou de 137,23 pontos para 137,86 pontos na série dessazonalizada de março para abril. Este é o maior patamar para o IBC-Br com ajuste desde fevereiro deste ano (137,93 pontos).

Às 9h26 desta sexta, o DI para janeiro de 2019 estava em 7,540%, de 7,609% no ajuste de quinta-feira, 14. O DI para janeiro de 2020 estava em 9,35%, de 9,37%, enquanto o vencimento para janeiro de 2021 estava em 10,26%, de 10,35% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2023 exibia 11,57%, de 11,66% no ajuste da véspera.