Bolsas da Europa fecham sem direção única

Os principais mercados acionários europeus fecharam novamente sem direção única e nem tampouco variações robustas, à medida que discursos de autoridades, o noticiário corporativo e até mesmo o câmbio ressoam de forma diferente a depender das características de cada praça.

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou em baixa de 0,03%, aos 381,84 pontos, mas subiu 0,70% na semana. Nesta sexta-feira, 20, o subíndice do setor de telecomunicações ganhou 1,11%, enquanto o do setor automotivo perdeu 0,56%.

Na agenda de indicadores, a Comissão Europeia, braço Executivo da União Europeia, revelou que o índice de confiança do consumidor da zona do euro subiu de 0,1 em março para 0,4 em abril, segundo dados preliminares. É um resultado muito acima da queda de 0,3 que projetavam analistas consultados pelo Wall Street Journal.

Nos últimos minutos de pregão, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, declarou acreditar que o crescimento na zona do euro deverá continuar apesar da desaceleração sugerida por outros indicadores divulgados recentemente. Para economistas do UBS, os dados apontam para um aumento da probabilidade de o BCE estender seu programa de compra de ativos para além de setembro deste ano.

Ainda na seara das estatísticas, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da Alemanha subiu 0,1% em março ante fevereiro e registrou alta de 1,9% na comparação anual, segundo a agência de estatísticas do país, a Destatis.

Na bolsa de Londres, o FTSE 100 teve alta de 0,54%, para os 7.368,17 pontos, na máxima do dia. Na semana, acumulou ganho de 1,43%. Nesta sexta-feira, o mercado londrino, recheado de exportadoras, recebeu impulso da queda da libra esterlina ante o dólar. O câmbio reagiu à afirmação de ontem do presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Mark Carney, de que recentes dados mais fracos do Reino Unido podem levar a instituição a considerar não elevar seu juro básico na reunião de maio.

As ações da canadense do setor de óleo e gás Frontera Resources dispararam 6,36%. Já as da biofarmacêutica Shire escorregaram 3,86% diante da desistência da Allergan de adquirir a empresa.

Além disso, a corretora Numis avaliou que a Vodafone (+1,62%) não fará uma oferta alta demais pelos ativos da Liberty Global (-1,74% no Nasdaq) na Alemanha, pontuando que a britânica de telefonia móvel e internet negocia com a contraparte americana de uma posição de força, e não de fraqueza.

Em Frankfurt, o DAX 30 caiu 0,21%, para os 12.540,50 pontos, contudo, no acumulado da semana, avançou 0,79%. Mais cedo, o presidente do Bundesbank, o banco central alemão, Jens Weidmann, minimizou sinais de perda de fôlego na economia alemã, a maior da Europa. "Não há razão para ver uma reversão do crescimento. A economia da Alemanha ainda está bombando", afirmou.

No mercado acionário, apesar de a Procter & Gamble ter acertado a aquisição da divisão de saúde pessoal da Merck, os papéis da farmacêutica alemã ficaram de lado, com alta de 0,02%. Os da Deutsche Telekom e da Siemens, por sua vez, avançaram 0,64% e 0,63%, respectivamente.

O CAC 40, da bolsa de Paris, fechou com avanço de 0,39%, aos 5.412,83 pontos, saltando 1,84% na comparação semanal. Envolta em negociações com sindicatos, a Air France-KLM anunciou hoje que os custos decorrentes de greves já somam 220 milhões de euros. Além disso, a oferta salarial mais recente da aérea foi rejeitada pelos trabalhadores sindicalizados. Suas ações despencaram 2,51%.

Enquanto isso, o grupo varejista Casino (+0,38%) conseguiu aval de reguladores antitruste para adquirir a concorrente no comércio eletrônico Sarenza.

Em Madri, o Ibex 35 encerrou em alta de 0,16%, aos 9.884,20 pontos. Na semana, somou um ganho de 1,20%. As ações da Telefónica subiram 0,77% e as da multissetorial Abengoa escalaram 3,61%.

Na Bolsa de Milão, o FTSE MIB subiu 0,16%, para os 23.829,34 pontos, e saltou 2,14% desde o fechamento da última sexta-feira. Os papéis da Telecom Italia refletiram o bom pregão para este setor, com alta de 1,60%.

Já o PSI 20, da bolsa de Lisboa, avançou 0,11%, para os 5.527,86 pontos, uma alta semanal de 0,92%. As ações da telecom Pharol, maior acionista da brasileira Oi, saltaram 6,22%. (Com informações da Dow Jones Newswires)

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