Juros futuros fecham em alta, com dólar a R$ 3,42 e incerteza eleitoral

Os juros futuros encerraram a semana em alta, quando observados os contratos mais longos, e em torno da estabilidade, nos vencimentos mais curtos. A inclinação da curva de juros aconteceu nesta sexta-feira, 13, de dólar mais caro e temor global com o conflito comercial do presidente americano, Donald Trump, com a China e do embate geopolítico dos Estados Unidos com a Síria. Na máxima, o contrato para maio do dólar chegou aos R$ 3,4355.

Considerando a cena doméstica, a última sessão da semana foi marcada pelo receio de a pesquisa de intenção de voto do Instituto Datafolha, a ser divulgada neste fim de semana, venha a piorar o quadro já turvo e repleto de incertezas sobre a disputa eleitoral neste ano.

Nesse contexto, o DI para janeiro de 2019 encerrou a sessão regular a 6,225% ante 6,224% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2020 fechou a 6,930% ante 6,981% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2021 fechou a 8,010% ante 8,012% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2023 fechou a 9,190% ante 9,122% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2025 fechou a 9,730% ante 9,642% no ajuste de ontem.

"O motivo doméstico da inclinação da curva não mudou: a incerteza eleitoral continua. Sendo que, da incerteza eleitoral, faz parte a incerteza com a condução do resultado fiscal do Brasil e também incerteza política", afirmou a gestora de Renda Fixa da Mongeral Aegon Investimentos, Patrícia Pereira.