IBGE: Produção industrial cresce 0,2%

Confira a variação dos setores que mais sofreram e avançaram em dezembro

A produção da indústria brasileira cresceu 0,2% de outubro para novembro de 2017, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados nesta sexta-feira (5), no Rio de Janeiro, pelo IBGE. É o terceiro resultado positivo do setor, que acumula 0,9% de alta.

A indústria brasileira também teve crescimento na comparação com novembro de 2016 (4,7%), no acumulado do ano (2,3%) e no acumulado de 12 meses (2,2%).

De outubro para novembro, foram observadas altas nas produções de bens intermediários, ou seja, os insumos industrializados para o setor produtivo (1,4%) e de bens de consumo duráveis (2,5%). Os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos, se mantiveram estáveis de um mês para o outro, enquanto os bens de consumo semi e não duráveis recuaram 1,6%.

Metade das 24 atividades industriais pesquisadas registraram crescimento, com destaque para os produtos farmacoquímicos e farmacêuticos (6,5%), perfumaria, sabões e produtos de limpeza (1,9%) e metalurgia (2,2%).

Das outras 12 atividades, onze tiveram queda e o setor de derivados de petróleo e biocombustíveis manteve-se estável. As principais quedas foram observadas nos segmentos de bebidas (-5,7%), vestuário e acessórios (-5,8%) e produtos diversos (-9%).

Veja as variações percentuais acumuladas em 2017

Entre as altas na produção física industrial por seções e atividades industriais, estão a fabricação de produtos do fumo (19,9%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (19,6%) e fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (16,6%).

Na divisão por grupos e classes industriais selecionados, as maiores altas no acumulado de 2017 foram registradas na fabricação de produtos de carne (14,4%), conservas de frutas, legumes e outros vegetais (16,3%), artefatos têxteis, exceto vestuário (8,4%), fabricação de pneumáticos e de câmaras-de-ar (10,6%), produção de ferro-gusa e de ferroligas (13,1%), fundição (18,7%) e forjaria, estamparia, metalurgia do pó e serviços de tratamento de metais (10,8%).

No grupo de comunicação, as altas apontadas pelo IBGE estão na fabricação de componentes eletrônicos (34,4%), equipamentos de informática e periféricos (10,5%), equipamentos de comunicação (28,2%), aparelhos de recepção, reprodução, gravação e amplificação de áudio e  vídeo (19,9%) e aparelhos e instrumentos de medida, teste e controle; cronômetros e relógios (13,3%).

A fabricação de máquinas e equipamentos de uso geral registrou alta de 8,3%, enquanto a produção de tratores e de máquinas e equipamentos para a agricultura e pecuária acumulou alta de 8,4%.

No grupo de veículos automotores, a fabricação de automóveis, camionetas e utilitários registrou variação de 19,5%; caminhões e ônibus, 22,6%; e fabricação de peças e acessórios para veículos automotores, 10,6%.

Variações negativas

No setor de indústrias de transformação, as maiores quedas no índice acumulado do ano ocorreram na fabricação de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-4,5%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,1%), fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-4,2%) e fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores (-11,3%).

As maiores quedas na variação percentual acumulada no ano também foram registradas, de acordo com o IBGE, na fabricação de intermediários para fertilizantes (-10,7%), tubos e acessórios de material plástico para uso na construção (-4,6%), artefatos de concreto, cimento, fibrocimento, gesso e materiais semelhantes (-13,1%), metalurgia dos metais não-ferrosos (-7,9%), fabricação de estruturas metálicas e obras de caldeiraria pesada (-9,7%), tanques, reservatórios metálicos e caldeiras (-9,3%), geradores, transformadores e motores elétricos  (-12,3%) e lâmpadas e outros equipamentos de iluminação (-29,8%).