A Bovespa fechou em queda nesta quarta-feira (31), com a cautela ainda prevalecendo diante do cenário político ainda conturbado, após a forte crise que abala o Planalto desde as denúncias contra o presidente Michel Temer, e em meio às incertezas sobre o andamento das reformas.
O Ibovespa, principal indicador da bolsa, caiu 1,96%, aos 62.711 pontos.
No mês, o índice acumulou queda de 4,12%.
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As incertezas políticas permanecem e não abrem espaço para o Ibovespa retomar o patamar antes da crise, ao redor de 68 mil pontos.
Perto do fechamento, JBS liderava os ganhos do dia, com avanço de mais de 9%, após a sua controladora J&F fechar acordo de leniência que prevê o pagamento de multa de R$ 10,3 bilhões a ser paga em 25 anos, a maior já aplicada no mundo por um acordo deste tipo.
Às 11h29, as ações da JBS subiam 7,57%, após a J&F - holding que controla a rede de frigoríficos - fechar acordo de leniência com multa de R$ 10,3 bilhões a ser paga em 25 anos.
As ações da Vale lideram a ponta negativa da sessão, caindo 4,37%, às 11h11.
Às 11h26, o principal índice da bolsa de valores de São Paulo caía 1,16%, a 63.222 pontos.
O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (31), em dia marcado pela formação da Ptax, taxa calculada pelo Banco Central no fim do mês, mas com investidores ainda atentos aos desdobramentos da crise política.
O dólar fechou em queda de 0,79%, a R$ 3,2364.
Às 11h29, o dólar caía 0,47%, a R$ 3,2424.
No cenário externo, o mercado repercutiu indicadores positivos do mercado de trabalho na zona do euro e pesquisas indicando que o partido de Theresa May deve se enfraquecer nas eleições no Reino Unido.
O dia também é marcado por queda nos preços do petróleo, com investidores duvidando da capacidade de acordo da Opep de segurar a oferta da commodity.
O BC não anunciou qualquer intervenção no mercado cambial para esta sessão.
Na véspera, o BC conclui a rolagem dos contratos de swap cambial tradicional - equivalente à venda futura de dólares - que vencem em junho, no total de US$ 4,435 bilhões de dólares.