Petróleo fecha em alta impulsionado por decisão da Opep

Os preços do petróleo subiram significativamente nesta sexta-feira (26), em um mercado que, após sua queda, se recupera pela decisão da Opep e de seus sócios de prolongar seus acordos para continuar limitando a oferta, porém sem adotar cotas mais restritivas.

O preço do barril de WTI para entrega em julho subiu 90 centavos, a US$ 49,80, no New York Mercantile Exchange (Nymex). Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em julho fechou a US$ 51,81 no Intercontinental Exchange (ICE), em uma alta 35 centavos em relação ao fechamento de quinta-feira.

O preço do petróleo sofreu uma severa correção na quinta-feira, perdendo cerca de 2,50 dólares após a decisão da Opep e de outros 10 países produtores de prolongar até março de 2018 a redução da produção. A princípio, especulou-se que, como a decisão já estava precificada, o mercado agora realizava as vendas, justificando a queda. Analistas começaram a apontar, contudo, que a extensão do acordo da Opep sem um aprofundamento do volume do corte na produção teria desapontado investidores. 

No início da semana passada, Arábia Saudita e Rússia concordaram em aumentar o acordo até março de 2018, mas a confirmação viria na reunião desta quinta (25). Até agora, o pacto iniciado em janeiro teria tido um impacto modesto, devido a um aumento na produção de países que não participam do pacto como a Líbia, e ao aumento incessante da produção de óleo de xisto nos Estados Unidos.

Às 9h36, o barril de Brent para julho negociado na International Exchange Futures (ICE), em Londres, tinha queda de 0,35%, a US$ 51,28. Já o barril de WTI para entrega em julho, negociado no New York Mercantile Exchange (Nymex), em Nova York, registrava desvalorização de 0,31%, a US$ 48,75.

Às 13h29, o barril de petróleo do Mar do Norte avançava 0,99%, a US$ 51,97, enquanto o crude do Texas tinha valorização de 1,41%, a US$ 49,59.

Os barris de petróleo, que custavam em torno dos US$ 100 até o final de 2014, chegaram abaixo de US$ 30 no ano passado, devido ao excesso de oferta global.