O jornal norte-americano The New York Times publicou nesta sexta-feira (7) uma matéria sobre o adiamento de planos de abertura de capital por parte da companhia aérea Azul pela terceira vez.
Segundo a reportagem a Comissão de Valores Mobiliários determinou a suspensão da oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da empresa por até 30 dias. A autarquia determinou a paralisação da oferta, que deve movimentar cerca de R$ 2 bilhões.
De acordo com Times um dos motivos foi a divulgação de documentos a investidores que foram considerados como material publicitário irregular. A CVM citou uma apresentação arquivada em um site especializado em divulgar materiais relacionados a ofertas de ações, chamado Retail Roadshow, que não foi aprovado pelo regulador. A empresa também usou, nas apresentações a investidores, projeções que não constam do prospecto da oferta. A CVM destacou em particular a estimativa de valorização do investimento da Azul em ativos da TAP.
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O diário destaca que a suspensão da oferta e a piora recente do mercado devem colocar uma pressão adicional sobre a Azul. Antes da suspensão, o preço por ação caminhava para sair a R$ 21, no meio da faixa indicativa, que varia de R$ 19 a R$ 23, segundo fontes de mercado. A demanda vinha superando em mais de duas vezes o volume de papéis colocados à venda, com grande participação de investidores que já tinham comprado papéis de outras empresas fundadas por David Neeleman, criador do Azul.
O noticiário lembra que o empresário criou as companhias aéreas americanas JetBlue, MorrisAir e WestJet.