Petróleo fecha em forte alta impulsionado por acordo da Opep

Os barris de petróleo negociados em Londres e Nova York fecharam em forte avanço nesta quarta-feira (30), após acordo realizado na reunião formal da Opep. 

O barril de Brent fechou com alta de 8,41%, a US$ 51,30. E o barril de WTI fechou com alta de 8,16%, a US$ 48,92

A Organização de Países Exportadores (Opep) fechou acordo para reduzir a produção de petróleo - o primeiro em oito anos -, e estimular a alta dos preços. A decisão foi aprovada durante a 171ª reunião da Opep, que ocorre em Viena, na Áustria.

O cartel reduzirá a produção em 1,2 mbd até um total de 3,2 mbd, afirmou o ministro do Petróleo do Catar, Mohammed Bin Saleh Al-Sada. Ele acrescentou que os principais produtores fora da Opep estão prontos para agir junto com o cartel e planejam reduzir provisoriamente sua produção. A Rússia já aceitou reduzir sua produção em 300.000 milhões de barris por dia (mbd). 

O ministro de Energia da Arábia Saudita Khalid al-Falih disse na manhã desta quarta que o país estava preparado para aceitar um grande impacto em seu ritmo de produção, e que concordava com o congelamento da produção do Irã nos níveis pré-sanções.

Os termos desse novo acordo já tinham sido estabelecidos em setembro, quando o grupo aprovou o chamado Acordo de Argel, estipulando um corte na produção e o teto entre 32,5 milhões e 33 milhões de barris extraídos por dia (bpd). O foco do Acordo de Argel, segundo explicou hoje o presidente da conferência, o ministro da Energia e da Indústria do Qatar, Mohammed Bin Saleh Al-Sada, era “acelerar a retirada dos estoques, trazendo o reequilíbrio do mercado”.

Às 11h43, o preço do barril de Brent para fevereiro negociado na International Exchange Futures (ICE), em Londres, registrava avanço de 7,61%, a US$ 50,92. O barril de WTI para entrega em janeiro, negociado no New York Mercantile Exchange (Nymex), em Nova York, por sua vez, tinha valorização de 7,27%, a US$ 48,52.

Às 14h11, o barril de Brent teve alta de 8,14%, a US$ 51,17. Já o barril de WTI tinha alta de 7,87%, a US$ 48,79.

Na véspera, os contratos futuros dos barris de petróleo tinham fechado em baixa, após relatório do Goldman Sachs apontar que a produção de petróleo teria uma chance de apenas 30% de ser reduzida.

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