Medicamentos: Varejo já repassou 10% dos 12% previstos

Após o reajuste de 12,5% no custo de medicamentos ser autorizado pelo Governo Federal, os varejistas repassaram quase todo o aumento (10,08%) ao consumidor, devido a fatores como a baixa demanda em tempos de crise. É o que mostra levantamento inédito realizado pela plataforma de comparação de preços de medicamentos Cliquefarma. 

A pesquisa comparou os valores dos dez medicamentos mais buscados no site antes e depois do reajuste* e notou que a diferença entre os preços variou de 7,76% a 12,51%. “O aumento não é uma boa notícia para os consumidores, porém ficou muito próximo à inflação do período, de forma geral, uma vez que os laboratórios e consequentemente as farmácias já estão repassando quase ou integralmente essa taxa”, comenta Ângelo Alves, fundador do Cliquefarma.

O produto que apresentou maior variação de preço é o Tamiflu 75mg, para tratamento e prevenção das gripes influenza A e B. Em março, o remédio custava R$ 188,28 e, em abril, subiu para R$ 211,83. Já o Velamox BD 400 mg/100 ml – a famosa Amoxicilina –, para infecções bacterianas, teve o menor índice de aumento: de R$ 22,03, passou a custar R$ 23,74. 

Vale lembrar que o reajuste não foi igual em todas as farmácias e que, portanto, o valor dos remédios varia de um lugar para o outro. “Algumas redes seguram o reajuste e congelam os preços temporariamente. Por isso, é importante que, antes de comprar, os consumidores pesquisem na web para encontrarem o que mais se encaixa no bolso”, aconselha o especialista do Cliquefarma. O site possui cerca de 190 mil ofertas de 32 redes de drogarias em sua base de comparação.

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