'Público': Ministério Público avança nas investigação da Operação Marquês

Autoridades portuguesas suspeitam de corrupção em transações da Oi e Portugal Telecom

O Ministério Público português fez buscas no Caixa BI, o banco de investimento da Caixa Geral de Depósitos (CGD), e no Haitong (ex-Banco Espírito Santo Investimento), em Lisboa, informou o jornal Público. As duas instituições assessoraram a Portugal Telecom (PT) nas negociações com a empresa brasileira Oi. 

As ações integram a Operação Marquês, que investiga crimes de corrupção, fraude fiscal e lavagem de dinheiro, envolvendo grandes políticos portugueses, entre eles, o ex-primeiro ministro, José Sócrates.

Na semana passada, residências de ex-dirigentes e escritórios de advocacia também foram alvos de buscas. As autoridades portuguesas entraram nas casas de Henrique Granadeiro e Zeinal Bava, ex-gestor da PT, que também já foi presidente da Oi no Brasil. 

Policiais também fizeram buscas na sede da Pharol, grupo que é o maior acionista da Oi. A holding detém 22% do capital da empresa brasileira. Um dos escritórios acessados, o Lima Serra Fernandes & Associados, teria ligações com o ex-ministro da Casa Civil, no governo Lula, José Dirceu. 

Autoridades do Brasil e de Portugal ainda investigam a venda da Vivo, que era controlada pela PT, à Telefónica. O negócio teve como contrapartida a entrada da Oi na Portugal Telecom. Há suspeitas de que benefícios financeiros foram concedidos a governantes e acionistas das operadoras. 

Zeinal Bava já teria dito em público que existia caixa dois no Grupo Espírito Santo e que a offshore Espírito Santo Enterprises teria transferido 18,5 milhões de euros entre 2010 e 2011 para "financiar" a aquisição de ações da Portugal Telecom. 

Os advogados do ex-primeiro ministro português afirmaram, em nota, que Sócrates nunca foi confrontado com suspeitas relacionadas às transações da Portugal Telecom. De acordo com a defesa do político português, as suspeitas não passam de insultos.


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